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Quem pesquisa o visto D3 Portugal valor encontra quase sempre só a taxa consular de 110 €. O custo real soma apostilas, eventuais traduções, o centro de vistos, as taxas da AIMA depois da chegada e a assessoria.
Se você prefere um advogado do início ao fim, veja como funciona a assessoria para vistos em Portugal do escritório.
Assessoria jurídica
Quer saber quanto vai custar o seu visto D3?
A equipe analisa o contrato, o salário, a qualificação e a família e mostra o custo de cada etapa antes de você pagar apostilas, taxas e passagens.
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ToggleResumo: o que você paga no visto D3
A tabela reúne as parcelas do orçamento de quem vai com contrato de trabalho. Onde existe valor oficial, ele aparece com a fonte; onde o preço depende de terceiros, indicamos quem cobra e o que influencia o valor.
| Parcela | Valor em 2026 | Quem fixa |
|---|---|---|
| Taxa consular do visto | 110 € por pedido | Portaria 91/2025/1 |
| Serviço do centro de vistos | Valor da própria empresa, como a VFS Global | Tabela do prestador |
| Apostilas no Brasil | Valor por documento apostilado | Tabela do cartório |
| Traduções | Só para documentos noutra língua | Tradutor escolhido |
| Pedido de residência na AIMA | 133,00 € presencial ou 99,80 € digital | Tabela da AIMA |
| Concessão do título de residência | 114,30 € presencial ou 85,80 € digital | Tabela da AIMA |
| Família | Um pedido e uma taxa para cada pessoa | Portaria 91/2025/1 |
Só duas parcelas têm valor fixo e público antes da viagem: a taxa consular e as taxas da AIMA. As restantes dependem de quantos documentos você precisa, do estado onde faz as apostilas e do tamanho da família que vai junto.
Os valores da AIMA seguem a tabela de taxas publicada pela própria agência, com base na Portaria n.º 307/2023. Essas tabelas são atualizadas de tempos em tempos, por isso confirme o valor em vigor no dia do pagamento.
Qual é a taxa consular do visto D3?
A taxa de tratamento de um pedido de visto nacional é de 110 €, pela tabela de emolumentos consulares atualizada pela Portaria n.º 91/2025/1, em vigor desde março de 2025. Antes dessa portaria, o mesmo pedido custava 90 €.
A página do gov.pt diz que é gratuito
A página do gov.pt sobre o visto para atividade altamente qualificada ainda indica que o pedido é gratuito. A portaria publicada no Diário da República, porém, fixa os 110 € para os vistos nacionais, e é ela que vale para a cobrança.
Na prática, você deve contar com a taxa no orçamento e confirmar no posto consular se existe alguma isenção aplicável ao seu caso. Sem isenção, o pagamento acontece no momento da entrega do pedido.
Cada pedido paga a sua taxa
A taxa é cobrada por pedido, e não por família. O cônjuge e os filhos que pedem o visto de acompanhamento apresentam pedidos próprios e, em regra, cada um paga a sua taxa de visto nacional.
Se o pedido for indeferido e você precisar de pedir de novo, o novo pedido paga outra taxa. Um pedido bem montado à primeira é a forma mais simples de não pagar o mesmo valor duas vezes.
Quanto cobra o centro de vistos?
No Brasil, a entrega dos pedidos de visto nacional costuma passar por um centro de vistos, como a VFS Global. O centro recebe os documentos e os dados biométricos, mas quem analisa e decide o pedido é o posto consular.
Taxa de serviço
O centro de vistos cobra uma taxa de serviço própria, que se soma à taxa consular. Como não é um valor fixado na lei portuguesa, ele é definido pelo prestador e pode mudar; consulte a tabela no site do centro antes do agendamento.
Serviços opcionais
Além da taxa de serviço, os centros oferecem serviços opcionais, como envio do passaporte por transportadora, mensagens de acompanhamento ou atendimento em sala especial. Nenhum deles é exigido pela lei para o pedido de visto D3.
Antes de aceitar extras, pense no que realmente ajuda o seu caso. O envio do passaporte para casa pode valer a pena para quem mora longe do centro, mas não muda o prazo de decisão do consulado.
Quanto custam as apostilas?
Os documentos públicos brasileiros usados no pedido precisam da apostila da Convenção da Haia, que substitui a antiga legalização consular. No Brasil, a apostila é emitida pelos cartórios, e o valor é cobrado por documento apostilado.
Num pedido com contrato de trabalho, a apostila costuma entrar nestes documentos:
- certidão de antecedentes criminais do Brasil, que o MNE chama de registo criminal;
- diploma e histórico escolar, quando servem de prova da qualificação;
- certidão de casamento e certidões de nascimento dos filhos, se a família vai junto;
- outros documentos públicos que o consulado peça para o seu caso.
O preço muda de estado para estado
O valor da apostila segue a tabela de emolumentos dos cartórios de cada estado, por isso não existe um preço único no país. Antes de apostilar, peça ao cartório o valor por documento e some todos os documentos da família.
Quando a apostila sai em dobro
O erro mais caro é apostilar um documento que depois perde a validade. O registo criminal, por exemplo, tem prazo curto: se o agendamento atrasar, você precisa de uma certidão nova e de uma nova apostila.
Eu recomendo deixar o registo criminal para o fim da preparação, perto da data do agendamento. Diplomas podem ser apostilados antes; para as certidões, confirme com o consulado a data de emissão que ele aceita.
Preciso pagar traduções para o visto D3?
Na maioria dos casos, não. Documentos brasileiros em português não precisam de tradução para serem usados em Portugal, porque a língua é a mesma. Isso reduz o custo em comparação com quem vem de países de outra língua.
Quando a tradução entra no orçamento
A tradução aparece quando você usa documentos noutra língua, como diplomas de universidades estrangeiras, declarações de empregadores de outros países ou certificados de cursos feitos fora do Brasil. Nesses casos, o consulado pode pedir a versão em português.
O preço da tradução é definido pelo tradutor e depende do tamanho e do tipo de documento. Peça orçamentos antes de começar e confirme com o consulado se a tradução precisa de certificação ou de apostila.
Contrato de trabalho em inglês
Algumas empresas portuguesas, sobretudo na tecnologia, enviam o contrato em inglês. Vale perguntar à empresa se ela pode emitir uma versão em português, o que evita a tradução e deixa o documento mais claro para o consulado.
O reconhecimento do diploma entra na conta?
Depende da profissão. Nas profissões regulamentadas, como medicina, enfermagem, engenharia ou advocacia, o exercício depende da inscrição numa ordem profissional, e esse processo tem custos e prazos próprios, separados do visto.
Profissões regulamentadas
O reconhecimento de graus estrangeiros segue o Decreto-Lei n.º 66/2018, e cada ordem profissional tem regras próprias de inscrição. Os custos variam conforme a modalidade de reconhecimento, a entidade e as provas ou estágios exigidos.
Se a sua profissão é regulamentada, este pode ser o maior custo depois da mudança em si. Comece a pesquisa cedo, porque o reconhecimento pode levar meses e atrasar a data em que você começa a trabalhar.
Profissões não regulamentadas
Programadores, analistas, gestores e muitos especialistas exercem profissões não regulamentadas. Para o visto, a prova costuma ser o diploma e o histórico apostilados, ou a prova de cinco anos de experiência, e o reconhecimento formal nem sempre é obrigatório.

Seguro de viagem ou PB4: o que entra no orçamento?
O MNE pede seguro de viagem com cobertura de despesas médicas e repatriamento. A mesma página admite a dispensa quando há acordo bilateral de assistência médica e cita o certificado PB4 do Brasil como exemplo.
O PB4 no lugar do seguro
Com o PB4, você pode deixar de contratar o seguro de viagem para o pedido de visto. O certificado é emitido no Brasil e comprova o direito à assistência médica em Portugal ao abrigo do acordo entre os dois países.
Quem prefere o seguro paga o valor definido pela seguradora, que depende da idade, da duração e das coberturas. Depois da chegada, o acesso à saúde muda; veja como funciona o sistema de saúde em Portugal.
Quanto custa a autorização de residência na AIMA?
O visto D3 permite entrar em Portugal e pedir a autorização de residência, que é o título para morar e trabalhar. Essa etapa tem taxas próprias da AIMA, que se somam ao que você pagou no consulado.
As duas taxas da autorização de residência
Pela tabela publicada pela AIMA, a receção e análise do pedido de autorização de residência temporária custam 133,00 € no atendimento presencial ou 99,80 € no canal digital. A concessão do título custa 114,30 € presencial ou 85,80 € digital.
Somando as duas, a autorização de residência fica em 247,30 € pelo atendimento presencial ou 185,60 € pelo digital, por pessoa. A diferença vem da promoção dos meios digitais prevista na própria tabela da AIMA.
E se for Cartão Azul UE
O Cartão Azul UE tem linhas próprias na tabela: 169,20 € presencial ou 126,90 € digital pela receção e análise, e 160,50 € presencial ou 120,40 € digital pela concessão. Fica mais caro do que a residência do D3.
Renovação
A autorização de residência temporária vale dois anos e é renovada por períodos de três anos. Cada renovação paga as taxas da tabela em vigor nessa data, por isso inclua esse custo no planeamento dos primeiros anos em Portugal.
Atenção: os valores mostrados são os da tabela publicada pela AIMA. As tabelas de taxas são atualizadas periodicamente; confirme o valor em vigor no dia do atendimento, no site da AIMA ou no próprio agendamento.
Assessoria jurídica
Pedido de visto D3 preparado por advogados
Organizamos os documentos do Brasil, as provas da qualificação e os vistos da família, para você não pagar duas vezes a mesma taxa por causa de um pedido incompleto.
Quero assessoria jurídicaQuanto custa levar a família?
A família pode pedir o visto de acompanhamento ao mesmo tempo que o titular, pelo artigo 58.º da lei de estrangeiros. Isso multiplica algumas parcelas do orçamento, porque cada familiar tem o seu próprio pedido.
O que se multiplica por pessoa
Por pessoa, contam a taxa consular, a taxa de serviço do centro de vistos, as fotografias e, depois da chegada, as taxas da autorização de residência na AIMA. Para um casal com dois filhos, são quatro pedidos completos.
Somam-se ainda as certidões de casamento e de nascimento com apostila, que provam o vínculo familiar. Para entender o processo do cônjuge, leia o texto sobre o reagrupamento familiar do cônjuge.
Sem esperar dois anos
O artigo 98.º afasta a espera de dois anos do reagrupamento para a família de quem tem residência para atividade altamente qualificada. Isso não reduz as taxas, mas evita os custos de viver separado durante esse período.
Escola, saúde e adaptação também pesam no orçamento. O guia sobre morar em Portugal com família ajuda a pensar nesses custos antes da mudança.

Quais custos aparecem depois de chegar?
A partir da chegada, o orçamento deixa de ser só do visto e passa a ser da mudança. Alojamento, caução e os primeiros meses de despesas podem pesar mais do que todas as taxas oficiais somadas.
O comprovativo de alojamento em Portugal faz parte da lista de documentos do pedido de visto. Por isso, uma parte desse custo costuma aparecer antes da viagem, ainda durante a preparação no Brasil.
O custo de vida muda muito de cidade para cidade. Compare as cidades mais baratas para viver em Portugal com as cidades mais caras de Portugal antes de aceitar a proposta.
Nos primeiros dias, você também vai precisar do número fiscal e de uma conta bancária. Veja como obter o NIF em Portugal e como abrir conta bancária em Portugal.
Quanto custa a assessoria jurídica para o visto D3?
O valor da assessoria depende do caso. Família, profissão regulamentada e experiência no lugar do diploma aumentam o trabalho, porque exigem mais documentos, mais provas e mais pedidos acompanhados ao mesmo tempo.
O que a assessoria inclui
Uma assessoria completa costuma cobrir a análise do contrato e do salário, a lista de documentos do seu caso, a revisão das provas da qualificação, o pedido no consulado, os vistos da família e o acompanhamento na AIMA.
O escritório trabalha com advogados inscritos em Portugal e no Brasil e tem sede em Lisboa. Isso permite acompanhar o caso dos dois lados, da preparação dos documentos no Brasil ao pedido de residência em Portugal.
Quando a assessoria se paga
Um pedido indeferido obriga a pagar de novo a taxa consular, o centro de vistos e, muitas vezes, novas certidões e apostilas. Uma análise do contrato antes do pedido custa menos do que refazer o processo com os documentos certos.
Eu indico a assessoria sobretudo quando o salário está perto do limiar legal, quando a profissão é regulamentada ou quando a família vai junto. Nesses casos, um erro de enquadramento custa tempo e dinheiro.
Que erros encarecem o pedido de visto D3?
Os custos extras quase sempre vêm de documentos refeitos e de pedidos repetidos. Na nossa experiência com profissionais qualificados, quatro erros aparecem com mais frequência, e todos podem ser evitados com uma revisão antes do agendamento.
São estes os erros que mais pesam no bolso de quem pede o D3:
- registo criminal vencido antes da entrega, que obriga a nova certidão e nova apostila;
- contrato com salário abaixo do limiar da lei, que pode levar ao indeferimento;
- documentos públicos sem apostila, que o consulado não aceita;
- função descrita de forma genérica, sem ligação com o diploma ou com a experiência.
O salário do contrato
O artigo 61.º-A exige remuneração anual de pelo menos 1,5 vez o salário anual bruto médio nacional ou três vezes o IAS. Com o IAS de 2026, de 537,13 €, três vezes o IAS correspondem a 1.611,39 €.
Confira o salário antes de pagar qualquer apostila. Se o valor estiver abaixo do limiar, o problema não se resolve com documentos. O guia do visto D3 explica os limiares com mais detalhe.
Atenção: não entre em Portugal como turista para tentar resolver o visto depois. O D3 é pedido no Brasil, antes da viagem, e a entrada sem o visto adequado pode gerar custos e problemas maiores do que o próprio pedido.
Como montar o orçamento do visto D3?
A forma mais segura de planear é separar o orçamento em três fases: a preparação no Brasil, o pedido no consulado e a instalação em Portugal. Assim, você sabe quanto precisa ter disponível em cada momento da mudança.
Antes do pedido
Na preparação entram as certidões, as apostilas, as fotografias, eventuais traduções e, se a profissão for regulamentada, os primeiros passos do reconhecimento. É a fase com maior variação de valores, porque depende de quantos documentos você precisa.
No pedido e depois da chegada
No pedido entram a taxa consular de 110 € por pessoa e a taxa de serviço do centro de vistos. Depois da chegada, entram as taxas da AIMA, o alojamento, a caução e as despesas dos primeiros meses até o primeiro salário.
Se você quer um orçamento feito para o seu caso, a assessoria para vistos analisa o contrato, a família e os documentos e indica o custo de cada etapa antes de você começar.
Leia também: o guia completo do visto D3, com todo o caminho do contrato à autorização de residência, e o texto sobre salário mínimo do visto D3.
Perguntas frequentes
A seguir, respondemos às dúvidas mais comuns sobre o valor do visto D3 e os custos da mudança.
Quanto custa o visto D3 em 2026?
A taxa consular do pedido de visto nacional é de 110 €, pela Portaria n.º 91/2025/1. Somam-se a taxa do centro de vistos, as apostilas, eventuais traduções e, depois da chegada, as taxas da AIMA.
O visto D3 é gratuito?
A página do gov.pt indica que é gratuito, mas a Portaria n.º 91/2025/1 fixa 110 € para os pedidos de visto nacional. Conte com a taxa no orçamento e confirme eventuais isenções no posto consular.
Quanto custa a autorização de residência depois do visto D3?
Pela tabela publicada pela AIMA, o pedido custa 133,00 € presencial ou 99,80 € digital, e a concessão do título custa 114,30 € presencial ou 85,80 € digital. Confirme os valores em vigor no dia.
Preciso traduzir documentos brasileiros para o visto D3?
Documentos brasileiros em português não precisam de tradução. A tradução só entra no orçamento quando você usa documentos noutra língua, como diplomas estrangeiros ou declarações de empregadores de outros países.
A família paga taxas separadas?
Sim. Cada familiar apresenta o seu próprio pedido de visto de acompanhamento, com a sua taxa consular, e depois faz o seu próprio pedido de autorização de residência na AIMA, com as taxas correspondentes.
Quanto custa a assessoria para o visto D3?
Depende do caso: família, profissão regulamentada e experiência no lugar do diploma aumentam o trabalho. A análise do contrato antes do pedido costuma custar menos do que refazer um processo indeferido.

Quem escreve
Rodrigo Maranhão
Sou advogado inscrito no Brasil, em Portugal e na Espanha. Na Vilanova Maranhão Advogados, em Lisboa, acompanho brasileiros que querem morar em Portugal ou na Espanha. Também conheço essa realidade como imigrante: vivo na Europa há quase dez anos.
Ordem dos Advogados · Portugal · Inscrição: 60554L
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Análise do contrato, pedido no consulado, vistos da família e acompanhamento na AIMA, com advogados inscritos em Portugal e no Brasil e escritório em Lisboa.
Contratar a assessoriaFontes oficiais consultadas
- Lei n.º 23/2007 — lei de estrangeiros, versão consolidada (arts. 58.º, 61.º-A, 75.º e 98.º) — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Portaria n.º 91/2025/1 — tabela de emolumentos consulares — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Portaria n.º 307/2023 — tabela de taxas da AIMA, versão publicada no site da AIMA (consultado em 25/10/2026)
- Portaria n.º 480-A/2025/1 — valor do IAS para 2026 — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Decreto-Lei n.º 66/2018 — reconhecimento de graus académicos estrangeiros — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Documentação instrutória dos vistos nacionais — Ministério dos Negócios Estrangeiros (consultado em 25/10/2026)
- Pedir visto para exercer atividade altamente qualificada — gov.pt (consultado em 25/10/2026)