

Se você cumpre os requisitos legais, mas não consegue agendamento ou decisão da AIMA, é possível recorrer ao Tribunal Administrativo para exigir uma resposta da Administração Pública.
A lei portuguesa prevê mecanismos judiciais para proteger os seus direitos.
Quando a administração permanece em silêncio por tempo excessivo ou impede o avanço do processo, é possível recorrer ao Tribunal Administrativo.
Entre as situações mais frequentes que podem ser analisadas judicialmente, destacam-se:
Famílias separadas pela impossibilidade de marcar entrevista ou concluir o processo para dependentes.
Imigrantes que entraram legalmente no país, mas não conseguem finalizar o processo junto à AIMA.
Processos antigos (anteriores a junho de 2024) que permanecem sem análise ou decisão administrativa.
Atrasos que podem expor o residente ao risco de irregularidade documental.
Dificuldades no acesso ao título de residência ou na transição para outras categorias de autorização.
Cônjuges ou filhos de cidadãos europeus que enfrentam obstáculos para obter o cartão de residência.
Nem toda demora administrativa exige uma ação judicial. No entanto, em diversas situações a lei permite recorrer ao Tribunal para exigir que a Administração Pública analise ou decida o processo.
De forma geral, a via judicial pode ser considerada quando:
Cada situação deve ser analisada individualmente, considerando a documentação disponível e os requisitos previstos na legislação portuguesa.
Se recebeu uma intenção de recusa do seu pedido de residência, existe um prazo curto (geralmente 10 dias úteis) para apresentar a chamada Audiência Prévia.
Uma resposta jurídica bem estruturada pode evitar que a decisão negativa se torne definitiva.
Trata-se de uma das situações mais complexas.
Caso a AIMA tenha determinado a saída do país, existem medidas judiciais específicas (como recursos e providências cautelares) que podem suspender essa ordem e permitir que o seu caso seja analisado pelo Tribunal.
Se recebeu uma carta da AIMA com estas notificações, não ignore.
Realizamos uma avaliação completa da sua documentação para verificar se existem fundamentos jurídicos sólidos para o ingresso da ação.
A transparência é essencial: apenas avançamos quando entendemos que o caso possui viabilidade jurídica.
O escritório ingressa com a ação no Tribunal Administrativo, demonstrando que a ausência de decisão da AIMA está a prejudicar os seus direitos e a sua vida em Portugal.
O Tribunal analisa o processo e, caso considere o pedido procedente, pode determinar que a AIMA se pronuncie ou decida o processo dentro de um prazo específico.
Esta é uma das perguntas mais frequentes.
Ao ingressar com uma ação judicial, o caso deixa de estar apenas na esfera administrativa e passa a ser analisado pelo Poder Judiciário.
O tempo de tramitação pode variar conforme fatores como:
A agência pode resolver a situação rapidamente ou apresentar contestação.
O elevado volume de processos administrativos relacionados à imigração tem impactado o tempo de análise.
Por transparência, é importante compreender que:
Embora existam casos resolvidos em poucos meses, muitos processos podem durar vários meses e, em situações mais complexas, ultrapassar um ano.
O papel do advogado é garantir que todos os mecanismos legais disponíveis sejam utilizados para impulsionar o andamento do processo, sempre com responsabilidade técnica e respeito ao funcionamento do Tribunal.
Na advocacia, não é possível garantir resultados, e qualquer promessa nesse sentido seria incompatível com a ética profissional.
O que garantimos é uma análise jurídica criteriosa antes de aceitar o caso.
Somente avançamos quando entendemos que existe fundamento legal para a ação, considerando a legislação portuguesa e a documentação disponível.
Ainda assim, a decisão final dependerá da avaliação do Tribunal e das circunstâncias específicas de cada processo.

Em 2004, ainda no Brasil, fundei o escritório Vilanova Maranhão Advogados.
Quase duas décadas depois, em 2018, mudei-me com a minha família para Lisboa, onde passamos a desenvolver nossa atuação também em Portugal.
Como alguém que também escolheu este país para viver e empreender, compreendo que cada processo migratório representa muito mais do que documentação: representa um projeto de vida e o futuro de uma família.
Sabemos que questões migratórias exigem clareza, agilidade e segurança jurídica. Por isso, oferecemos duas modalidades de atendimento:
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