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Saber quanto custa o visto D2 exige separar três contas: a taxa oficial de 110 euros por pedido, os custos de documentos e da empresa em Portugal, e a reserva que precisa estar na conta para o investimento e para a família.
Se você quer ter um advogado do início ao fim, veja como funciona a assessoria para vistos em Portugal do escritório.
Assessoria jurídica
Monte o orçamento do seu D2 com quem conhece o processo
A equipe separa o que é taxa, o que é custo da empresa e o que é reserva da família, para você saber quanto gastar e quanto guardar antes de começar.
Contratar análise do casoConteúdo
ToggleQuanto custa o visto D2, afinal?
Não existe um preço único. O D2 é um visto ligado a um negócio, e o custo total depende do tipo de empresa, do tamanho da família e da cidade escolhida. O que existe é um conjunto de custos fixos e variáveis que você pode prever.
Quem olha só para a taxa do consulado subestima o processo. Quem soma o investimento como se fosse custo superestima. A forma certa de planejar é separar o que se paga, o que se investe e o que se guarda.
As três camadas do custo
A primeira camada são as taxas e os documentos do pedido. A segunda são os custos de criar e manter a empresa em Portugal. A terceira é o dinheiro que precisa estar disponível, mas que não é gasto no processo: o investimento e os meios de subsistência.
O que este guia não inclui
O preço do negócio em si, como a compra de um café ou o equipamento de uma loja, depende de cada projeto. Aqui você encontra os custos do processo do visto e da estrutura mínima que o acompanha.
Resumo: os custos do visto D2 em 2026
A tabela abaixo reúne os principais custos do D2, com o valor oficial quando ele existe e a fonte de cada um. Os itens sem valor fixo variam com o caso e com o prestador escolhido.
| Item | Valor | Fonte |
|---|---|---|
| Taxa do pedido de visto | 110 € por pedido | Portaria 91/2025/1 |
| Taxa de serviço da VFS Global | Tabela própria da VFS | VFS Global |
| Registo criminal, certidões e Apostila | Varia por estado e cartório | Órgãos brasileiros |
| Criação da empresa na Empresa na Hora | 360 € | IRN |
| Representante fiscal e contabilista | Honorários do prestador | Mercado |
| Autorização de residência na AIMA | Tabela da Portaria 307/2023 | AIMA |
| Meios de subsistência do requerente | Reserva de cerca de 11 040 € por ano | AIMA e DGERT |
Repare que a última linha não é um custo: é dinheiro que fica com você. Ainda assim, ele precisa estar disponível no momento do pedido, e por isso entra no planejamento financeiro desde o primeiro dia.
A taxa do visto: 110 euros por pedido
A Portaria n.º 91/2025/1, de 10 de março, fixou em 110 euros o emolumento pelo pedido de visto nacional, categoria em que entra o visto de residência para imigrantes empreendedores. É a taxa do Estado português pelo pedido. O valor anterior, de 90 euros, ainda aparece em algumas páginas, mas deixou de valer em março de 2025.
A conta da família
Cada membro da família que pede o visto de acompanhamento faz o seu próprio pedido. Para um casal com dois filhos, por exemplo, são quatro pedidos, e a taxa se repete em cada um deles.
A taxa não é devolvida
A taxa paga o trabalho de análise, e não o resultado. Se o pedido for entregue incompleto e tiver de ser refeito, a taxa pode ter de ser paga outra vez. Entregar a pasta completa da primeira vez é a forma mais simples de economizar.
A taxa da VFS Global
No Brasil, os pedidos de visto nacional para Portugal são entregues nos centros da VFS Global, a empresa parceira do Ministério dos Negócios Estrangeiros. A VFS cobra uma taxa de serviço própria, separada da taxa do visto.
O que a VFS cobra
O valor da taxa de serviço é publicado pela VFS e pode mudar ao longo do ano. Consulte a tabela no site da VFS para a sua cidade antes de agendar, e conte com esse valor para cada pessoa da família que entrega o pedido.
Os serviços opcionais
Além da taxa obrigatória, a VFS oferece serviços opcionais, como atendimento em sala especial, envio do passaporte por correio ou mensagens de acompanhamento. Nenhum deles acelera a decisão do consulado, e você pode dispensá-los.
Quanto custam os documentos no Brasil?
Os documentos brasileiros têm custos próprios, que variam por estado e por cartório. Os papéis que mais pesam no orçamento do D2 costumam ser estes:
- certidões de nascimento e de casamento atualizadas, de inteiro teor quando pedidas;
- certificado de registo criminal de cada adulto;
- Apostila da Haia em cada documento público brasileiro;
- fotografias e cópias autenticadas, quando necessárias;
- renovação de passaportes que vencem antes do fim do processo.
O custo invisível: documentos que vencem
O registo criminal tem validade curta. Se você o pede cedo demais e o processo atrasa, ele vence e precisa ser pedido e apostilado outra vez. Planejar a ordem dos documentos evita pagar o mesmo papel duas vezes.
Atenção: desconfie de quem cobra para «agilizar» o visto. A VFS e o consulado não têm atalhos pagos para a decisão. O que acelera o processo é uma pasta completa, coerente e entregue no momento certo.

Quanto custa abrir a empresa em Portugal?
Quem segue o caminho da empresa nova tem o custo de constituição. No serviço Empresa na Hora, do Instituto dos Registos e do Notariado, o pedido normal custa 360 euros.
O que os 360 euros incluem
O serviço faz o pacto social, assinado por todos os sócios, e o registo comercial. No fim, você recebe o pacto, o código da certidão permanente, o código do cartão da empresa e o número de segurança social da sociedade.
Se quiser registar uma marca no mesmo ato, o IRN indica 200 euros pelo pedido com marca numa classe e 44 euros por cada classe adicional. Para muitos negócios, a marca pode ficar para depois.
O NIF e o representante fiscal
Antes da empresa, cada sócio precisa de NIF. Quem mora fora da União Europeia costuma nomear um representante fiscal em Portugal, e o custo está nos honorários desse profissional. O guia sobre como obter o NIF explica as etapas.
O capital não é custo
O capital social que você deposita na conta da empresa continua a ser seu, agora em nome da sociedade. Ele serve ao negócio e à prova do investimento. Para abrir a conta, veja o artigo sobre a conta bancária em Portugal.
Os custos mensais da empresa
Depois de criada, a empresa tem custos que começam a contar logo, mesmo que você ainda esteja no Brasil à espera do visto. Eles devem entrar no plano de negócios desde o início.
O contabilista certificado
Toda sociedade precisa de um contabilista certificado, indicado na criação da empresa ou nos 15 dias seguintes, como informa o IRN. O valor mensal depende do volume de faturas e de funcionários, e é combinado diretamente com o profissional.
O espaço e as obrigações
Quem precisa de loja, escritório ou cozinha paga aluguel e caução desde a assinatura. Há ainda obrigações como a declaração do beneficiário efetivo em 30 dias. Esquecer essas obrigações gera multas que encarecem o processo sem necessidade.
Eu costumo recomendar que a empresa seja criada só quando o plano está pronto e a data do pedido está próxima. Abrir cedo demais significa pagar meses de contabilista e de aluguel sem saber quando o visto sai.
Quanto custa a autorização de residência na AIMA?
O visto é a primeira etapa. Depois da chegada, você pede a autorização de residência à AIMA, que cobra taxas próprias, fixadas pela Portaria n.º 307/2023 e atualizadas todos os anos.
A AIMA informou que a tabela atualizada vale desde 1 de março de 2026. Consulte a tabela oficial da AIMA perto da data do seu pedido, porque os valores mudam.
As renovações também têm taxa. Como a autorização temporária vale dois anos e depois é renovada por três, o custo da AIMA volta a aparecer ao longo dos anos, até a residência permanente ou a nacionalidade.
Assessoria jurídica
Visto D2 sem gastos desnecessários
Organizamos a ordem certa das etapas, do NIF à AIMA, para evitar certidões que vencem, empresas abertas cedo demais e taxas pagas duas vezes.
Quero assessoria jurídicaOs custos da mudança
Além do processo, a mudança tem custos que não dependem do tipo de visto. Eles costumam ser os mais subestimados no orçamento, porque aparecem todos ao mesmo tempo nas primeiras semanas em Portugal.
Os primeiros meses
Passagens, caução e primeiros aluguéis, móveis, matrícula escolar e materiais das crianças entram nessa conta. Em muitas cidades, os senhorios pedem vários meses adiantados a quem acaba de chegar, sem histórico em Portugal.
Para comparar o custo de vida antes de escolher a cidade, veja as cidades mais baratas para viver em Portugal e o guia sobre morar em Portugal com família.
Saúde e seguros
O PB4 dispensa o seguro de viagem no pedido, mas muitas famílias contratam um seguro de saúde privado nos primeiros meses. Inclua também os seguros do negócio, quando a atividade os exige.
Quanto custa uma assessoria para o visto D2?
O valor de uma assessoria varia com o que está incluído. Antes de comparar preços, compare o escopo do serviço: um orçamento barato que cobre só o formulário pode sair mais caro do que um serviço completo.
O que comparar entre propostas
Confira se a proposta inclui a análise do projeto, o plano de negócios, o NIF e a empresa, a revisão dos documentos da família, a entrega na VFS e o acompanhamento na AIMA. Pergunte também quem assina o trabalho e se é advogado inscrito.
Em Portugal, a consulta jurídica é um ato próprio de advogados e solicitadores. Peça o número de inscrição na Ordem e confirme-o. Para conhecer o serviço do escritório, veja a página de vistos para Portugal.

Custo, investimento e reserva: a diferença que muda o orçamento
A maior parte do dinheiro de um D2 não é gasto. O investimento vai para a empresa, que continua a ser sua, e a reserva de subsistência fica disponível para a família. Entender isso muda a forma de planejar e de negociar.
Pela referência de 2026, o requerente precisa de cerca de 11 040 euros por ano, com base no salário mínimo de 920 euros da DGERT e nas regras da AIMA. O valor cresce com cada familiar.
Esse dinheiro precisa estar na conta no momento do pedido, mas não é pago a ninguém. Muitos empreendedores desistem do D2 por somar a reserva como custo, quando na verdade ela é o dinheiro que vai pagar a vida em Portugal.
Quanto custa o visto D2 para uma família de quatro pessoas?
Um exemplo ajuda a ver como as contas se somam. Pense num casal com dois filhos menores que vai pedir o D2 e os vistos de acompanhamento ao mesmo tempo, como permite a Lei de Estrangeiros.
As taxas do pedido
São quatro pedidos de visto, cada um com a taxa de 110 euros, num total de 440 euros só de taxas do Estado. A isso se somam quatro taxas de serviço da VFS e os documentos de cada pessoa, como certidões e Apostilas.
A reserva da família
Pela referência de 2026, a reserva anual fica em cerca de 23 184 euros: 11 040 euros para o requerente, 5 520 euros para o cônjuge e 3 312 euros para cada filho. O consulado pode pedir mais, conforme o custo da cidade.
Se a família vier depois, o caminho é outro e tem prazos próprios. O guia sobre reagrupamento familiar explica as diferenças. Eu prefiro, sempre que o orçamento permite, pedir os vistos da família junto com o D2.
Atenção: o visto vale por quatro meses e duas entradas, segundo o MNE. Nesse prazo, cada membro da família precisa estar em Portugal para pedir a autorização de residência, e as passagens entram no orçamento.
Como montar o orçamento do D2
Um orçamento simples, feito antes de começar, mostra se o projeto cabe no seu bolso e evita surpresas no meio do processo. Siga esta ordem:
- some as taxas do visto e da VFS para cada membro da família;
- liste os documentos brasileiros, com certidões, registos criminais e Apostilas;
- calcule a criação da empresa, o representante fiscal e o contabilista até a chegada;
- reserve as taxas da AIMA para a autorização de residência;
- calcule a reserva de subsistência para 12 meses, com o custo real da cidade;
- acrescente os custos da mudança e uma margem para o câmbio.
Se você ainda está decidindo entre vistos, compare com o visto D7, que não exige empresa. Para quem precisa de um orçamento feito com base no projeto real, a equipe do escritório pode ajudar desde a primeira análise.
Este texto faz parte do guia completo do visto D2 Portugal. Se o seu próximo passo for outro, veja também valor mínimo para o visto D2 e advogado para o visto D2, escritos com a mesma base nas fontes oficiais.
Perguntas frequentes
A seguir, respondemos às dúvidas mais comuns sobre o custo do visto D2.
Quanto custa o visto D2 para Portugal?
A taxa oficial do pedido é de 110 euros, fixada pela Portaria n.º 91/2025/1. A isso se somam a taxa da VFS, os documentos brasileiros, a criação da empresa, o contabilista e, depois da chegada, as taxas da AIMA.
Quanto custa abrir a empresa para o visto D2?
No serviço Empresa na Hora, do IRN, o pedido normal custa 360 euros. Somam-se os honorários do representante fiscal e do contabilista certificado, e o capital social, que continua a ser da empresa.
A taxa do visto D2 é cobrada de cada familiar?
Sim. Cada familiar que pede o visto de acompanhamento faz o seu próprio pedido, com a taxa do visto e a taxa da VFS. Para uma família de quatro pessoas, os valores se multiplicam por quatro.
Quanto custa a autorização de residência na AIMA?
A AIMA cobra taxas fixadas pela Portaria 307/2023, com tabela atualizada desde 1 de março de 2026. Os valores mudam todos os anos, por isso consulte a tabela oficial perto da data do seu pedido.
O dinheiro dos meios de subsistência é um custo?
Não. A reserva de subsistência, cerca de 11 040 euros por ano para o requerente em 2026, precisa estar disponível no pedido, mas não é paga a ninguém. Ela sustenta a família nos primeiros meses em Portugal.

Quem escreve
Rodrigo Maranhão
Sou advogado inscrito no Brasil, em Portugal e na Espanha. Na Vilanova Maranhão Advogados, em Lisboa, acompanho brasileiros que querem morar em Portugal ou na Espanha. Também conheço essa realidade como imigrante: vivo na Europa há quase dez anos.
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Análise do projeto, empresa em Portugal, pedido no consulado e acompanhamento na AIMA, com advogados inscritos em Portugal e no Brasil e escritório em Lisboa.
Contratar a assessoriaFontes oficiais consultadas
- Portaria n.º 91/2025/1, de 10 de março (Diário da República) (consultado em 25/10/2026)
- gov.pt, Pedir visto de residência para imigrantes empreendedores (consultado em 25/10/2026)
- IRN, Criar Empresa na Hora (consultado em 25/10/2026)
- AIMA, Atualização da Tabela de Taxas (28/02/2026) (consultado em 25/10/2026)
- AIMA, Tabela de taxas e demais encargos (consultado em 25/10/2026)
- AIMA, Meios de subsistência (consultado em 25/10/2026)
- DGERT, Retribuição mínima mensal garantida para 2026 (consultado em 25/10/2026)
- Lei n.º 23/2007, de 4 de julho, versão consolidada (Diário da República) (consultado em 25/10/2026)