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Antes de escolher o curso, a família quer saber quanto custa estudar em Portugal de verdade. Neste guia, você vê o que é oficial, como a taxa e os meios do visto, e um método para somar propinas e custo de vida.
Se você quer apoio jurídico do início ao fim, conheça a assessoria para vistos de Portugal do nosso escritório em Lisboa.
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ToggleQuanto custa estudar em Portugal, afinal?
Não existe um preço único para estudar em Portugal. O custo depende do curso, da instituição, da cidade e do estilo de vida, e muda de ano para ano. O que dá para fazer, com segurança, é separar o orçamento em blocos e preencher cada um com dados reais.
Os quatro blocos do orçamento
Quase todo orçamento de estudante se divide em quatro blocos: as propinas, que são a mensalidade ou anuidade do curso; o custo de vida mensal; os custos únicos do visto e da instalação; e uma reserva para imprevistos.
Por que este guia não traz uma tabela de preços
Propinas e aluguéis mudam a cada ano letivo e de instituição para instituição. Uma tabela com valores genéricos envelhece rápido e dá à família uma falsa segurança. Aqui, os números são só os oficiais, e o resto vem com o método para você pesquisar.
O panorama do visto, com requisitos e prazos, está no guia do visto de estudante em Portugal. Este texto fica no dinheiro: quanto reservar, onde descobrir cada valor e como o orçamento conversa com o que o consulado pede.
Resumo: os valores oficiais que entram na conta
A tabela reúne os valores com fonte oficial e indica onde procurar os que mudam conforme o curso e a cidade:
| Item | Valor em 2026 | Onde conferir |
|---|---|---|
| Referência mensal de meios | €920 (salário mínimo português) | MNE |
| Meios para 12 meses de estudo | €11.040 | MNE |
| Meios com alojamento assegurado | Metade: €5.520 | MNE |
| Brasileiro admitido no ensino superior | Dispensado da prova de meios no visto (CPLP) | MNE |
| Taxa do visto nacional | €110 por pedido | MNE |
| Bolseiro do Estado português | Isento da taxa do visto | MNE |
| Propinas | Variam por curso e instituição | Instituição de ensino |
| Custo de vida | Varia por cidade e estilo de vida | Pesquisa própria |
Os três primeiros valores vêm da mesma conta: €920 multiplicados por 12 meses. A seguir, você vê por que esse número é um piso para o visto, e não o orçamento real de um ano em Portugal.
O que são propinas e quanto pesam no orçamento?
Propina é o nome que Portugal dá à mensalidade ou anuidade do curso. Em muitos casos, é o maior gasto do estudante ao lado do alojamento, e por isso entra primeiro na conta, antes mesmo da escolha da cidade.
Instituição pública ou privada
As instituições públicas e as privadas cobram propinas diferentes, e dentro de cada grupo os valores variam por curso e por ciclo. Licenciatura, que é a graduação, mestrado e doutoramento, o doutorado do Brasil, costumam ter tabelas próprias.
O estatuto de estudante internacional
Nas instituições públicas, quem entra pelo estatuto de estudante internacional costuma pagar propinas mais altas do que os estudantes portugueses. Algumas instituições têm reduções para estudantes de países de língua portuguesa ou por mérito; pergunte diretamente à secretaria.
Taxas além da propina
Além da propina, algumas instituições cobram taxa de candidatura, de matrícula ou de inscrição, seguro escolar e emissão de documentos. São valores menores, mas aparecem logo no início, antes do visto, e convém incluí-los na planilha desde o primeiro dia.
Atenção: as propinas mudam de um ano letivo para o outro. Use a tabela publicada pela instituição para o ano em que você vai entrar e guarde o comprovante de pagamento: a AIMA pede a prova das propinas, quando houver, na autorização de residência.
Como descobrir a propina exata do seu curso?
A fonte certa é sempre a instituição, e a forma mais segura é pedir a informação por escrito. Um e-mail à secretaria ou ao gabinete de relações internacionais resolve, desde que você faça as perguntas certas:
- qual é a propina anual do curso para estudante internacional no seu ano de entrada;
- se o valor muda nos anos seguintes do curso;
- se o pagamento pode ser feito em prestações e em que datas;
- que taxas de candidatura, matrícula ou inscrição são cobradas à parte;
- se há reduções por mérito ou para países de língua portuguesa;
- que documento comprova o pagamento, para apresentar depois na AIMA.
Multiplique pelo curso inteiro
Uma licenciatura dura vários anos, e o orçamento precisa cobrir todos. Multiplique a propina pelo número de anos do curso e acrescente uma margem para eventuais aumentos. Assim você sabe se o plano se sustenta até o fim, e não só no primeiro ano.
Pagamento em prestações
Quando a propina é paga em prestações, o fluxo de caixa muda. Anote as datas de cada parcela ao lado das despesas mensais: o mês em que vencem uma prestação e o aluguel ao mesmo tempo é o que mais aperta o orçamento.
Custo de vida do estudante: o que entra na conta
Depois da propina, vem o custo de viver em Portugal todos os meses. Em vez de copiar médias da internet, monte a sua lista com os itens que você realmente vai ter e pesquise cada um para a cidade escolhida:
- alojamento: quarto, residência ou apartamento partilhado;
- contas da casa, se não estiverem incluídas no aluguel;
- alimentação, em casa e na cantina da instituição;
- transporte, com passe mensal quando houver desconto para estudante;
- celular e internet;
- material de estudo e despesas do curso;
- saúde e seguro.
Alojamento é o item que mais pesa
Para a maioria dos estudantes, o alojamento é o maior gasto mensal. Residências, quartos em casas partilhadas e apartamentos têm custos muito diferentes, e a caução do arrendamento aparece logo no começo. O guia de alojamento de estudante em Portugal compara as opções.
Alimentação e transporte
As cantinas das instituições costumam ser a forma mais barata de comer fora, e muitas cidades têm passes de transporte com desconto para estudantes. Pergunte à instituição o que ela oferece, porque esses descontos de estudante fazem diferença ao fim de um ano.
Saúde
O visto pede seguro de saúde ou equivalente para toda a estada, e o certificado PB4 dispensa o seguro de viagem. Depois, a AIMA pede inscrição no SNS ou seguro. O artigo sobre o sistema de saúde em Portugal explica o que o serviço público cobre.
Lisboa, Porto ou cidade menor: a cidade muda o orçamento?
Muda muito. A mesma propina pode vir acompanhada de custos de vida bem diferentes, conforme a cidade. Para muitos estudantes, a escolha da instituição é também a escolha do custo de vida dos próximos anos, e vale olhar as duas coisas juntas.
Cidades grandes
Lisboa e Porto concentram muitas instituições e oportunidades, mas também os aluguéis mais disputados. O artigo sobre as cidades mais caras de Portugal mostra onde o orçamento sobe e o que pesa mais em cada região.
Cidades universitárias menores
Cidades médias com instituições de ensino superior costumam ter alojamento mais acessível e distâncias menores. O artigo sobre cidades baratas para viver em Portugal ajuda a comparar regiões antes de você decidir onde se candidatar.
Na prática do escritório, eu vejo famílias que escolhem o curso pelo nome da instituição e só depois descobrem o preço do quarto. Fazer as duas pesquisas em paralelo evita que o orçamento estoure logo no primeiro semestre.

O valor exigido no visto: €920 por mês, por 12 meses
Para o visto de estudante do ensino superior, o MNE usa como referência a remuneração mínima mensal garantida de 2026, de €920, e pede meios para 12 meses. A conta dá €11.040 para um ano de estudo.
Alojamento assegurado reduz o valor
Quando o alojamento já está assegurado, e você consegue prová-lo, o MNE reduz o valor a metade, ou seja, €5.520. Com alojamento e alimentação assegurados, a redução pode ser maior. Bolsas, subvenções e contrato de trabalho também contam como meios.
Brasileiro admitido no ensino superior
O MNE dispensa da prova de meios os nacionais da CPLP admitidos no ensino superior, e o Brasil faz parte da CPLP. Para quem já tem a admissão, essa regra tira um peso grande da pasta do visto, mas não tira o custo de viver em Portugal.
Os bolseiros, incluindo os do Camões, também ficam dispensados de provar admissão e meios. O detalhe de cada forma de prova, para quem precisa dela, está no guia de comprovação financeira do visto de estudante.
Por que o mínimo do visto não é o seu orçamento?
O valor do visto é uma referência para o consulado ver que você consegue se manter, e não uma estimativa do que você vai gastar. Ele não inclui a propina, a caução do aluguel nem as passagens. Tratá-lo como orçamento é o erro mais caro desta conta.
Piso, não teto
Compare os €920 mensais com o que você pesquisou para a sua cidade. Se o custo de vida estimado ficar acima, o orçamento deve seguir a sua pesquisa, e não a referência do MNE. A reserva para imprevistos também fica de fora desse mínimo.
A AIMA volta a olhar para os meios
Depois da chegada, a autorização de residência do estudante do superior pede matrícula, propinas pagas quando houver, meios de subsistência e SNS ou seguro, segundo o artigo 91.º. Por isso, mesmo dispensado no visto, tenha os comprovantes à mão para essa etapa.
Atenção: a autorização de residência de estudante vale três anos e é renovável, mas a falta de aproveitamento nos estudos pode impedir a renovação, segundo o artigo 95.º. Reprovar não custa só uma propina a mais: pode custar a residência.
Assessoria jurídica
Do orçamento ao visto, com advogados em Portugal
Ajudamos a organizar a pasta do visto de estudante e acompanhamos o pedido de autorização de residência na AIMA depois da chegada.
Quero ajuda com o meu vistoCustos únicos antes e depois da viagem
Além das despesas mensais, há custos que aparecem uma vez só, mas todos no mesmo período, entre a admissão e os primeiros meses em Portugal. Somados, eles pedem uma reserva própria, separada do dinheiro do dia a dia.
No Brasil, antes do embarque
A taxa do visto nacional é de €110 por pedido, e a VFS cobra à parte uma taxa de serviço em reais. Entram também as apostilas, o seguro, se você não usar o PB4, a viagem até o centro de atendimento e a passagem aérea.
Desde 17 de abril de 2026, o pedido é entregue só presencialmente num centro da VFS Global, em cidades como Brasília, São Paulo, Salvador, Belém e Fortaleza. O detalhe dessas taxas está no texto sobre quanto custa o visto de estudante.
Em Portugal, nas primeiras semanas
Depois da chegada, entram as taxas da AIMA na autorização de residência, a caução e o primeiro aluguel, a compra de itens básicos para a casa e, se a instituição pedir, a primeira prestação da propina.
O NIF e a conta bancária costumam ser resolvidos antes ou logo no início. Os guias sobre como obter o NIF em Portugal e como abrir conta bancária em Portugal mostram o passo a passo e o que levar.
Bolsa e desconto: como reduzem a conta?
Uma bolsa muda o orçamento e o pedido ao mesmo tempo. Ela reduz o que sai do bolso da família e, segundo o MNE, conta como meio de subsistência no visto. Algumas bolsas também mudam os documentos que você precisa apresentar.
Bolseiros do Estado português
Os bolseiros do Estado português ficam isentos da taxa do visto, e os bolseiros em geral, incluindo os do Camões, são dispensados de provar admissão e meios. O guia de bolsa de estudo em Portugal mostra como cada bolsa entra no pedido.
Descontos da instituição
Reduções por mérito, por nacionalidade ou por pagamento antecipado dependem de cada instituição. Peça as condições por escrito e veja se o desconto se mantém nos anos seguintes ou vale só para o primeiro, porque isso muda a conta do curso inteiro.
Posso contar com o trabalho para pagar os estudos?
A Lei de Estrangeiros permite que o estudante do ensino superior exerça atividade profissional complementar aos estudos, sem limite de horas fixado na lei. Mesmo assim, um emprego que ainda não existe não entra na conta do pedido de visto.
O que a lei permite
O artigo 97.º fala em atividade complementar, o que significa que o estudo continua a ser a atividade principal. O texto sobre trabalhar com visto de estudante explica o que isso quer dizer na prática e como evitar problemas na renovação.
Por que não planejar com o salário
Encontrar trabalho leva tempo, e os primeiros meses costumam ser os mais caros. Planeje o primeiro ano sem contar com renda em Portugal e trate qualquer trabalho que surgir como reforço, e não como base do orçamento.
Eu vejo no escritório estudantes que chegam com dinheiro para três meses, à espera de um emprego que pague o resto. Quando o emprego demora, a pressão cai sobre as notas, e é aí que o aproveitamento começa a correr risco.
Como montar o orçamento em seis passos
Com as informações das seções anteriores, você consegue montar uma planilha simples e honesta. A ordem abaixo segue o caminho do dinheiro, da escolha do curso ao fim do primeiro ano:
- Peça à instituição a propina anual e as taxas extras, por escrito.
- Multiplique a propina pelos anos do curso, com margem para aumentos.
- Pesquise o custo mensal de alojamento, alimentação e transporte na cidade escolhida.
- Compare esse custo mensal com a referência de €920 e use o maior dos dois.
- Some os custos únicos do visto, da viagem e da instalação.
- Acrescente uma reserva para imprevistos e desconte só as bolsas e os descontos já garantidos.
Teste o orçamento contra o calendário
Ponha cada despesa no mês em que ela vence: candidatura, visto, passagem, caução e prestações da propina. Ver o ano mês a mês mostra se o dinheiro está disponível no momento certo, e não só se o total fecha.
Reveja a cada ano letivo
Propinas, aluguéis e câmbio mudam. Reveja a planilha antes de cada ano letivo e antes da renovação da autorização de residência, que vale três anos, ou o tempo do curso se ele for mais curto.

Estudar em Portugal é caro?
Depende do ponto de partida e das escolhas. Com propina pública, uma cidade universitária menor e uma bolsa, o custo pode ser bem diferente do de uma instituição privada em Lisboa. A resposta honesta vem da sua planilha, e não de médias genéricas.
No escritório, eu recomendo que a família feche o orçamento antes de pagar a matrícula. Com os números na mão, a decisão sobre curso, cidade e prazos fica mais tranquila, e o pedido de visto chega ao consulado coerente com o plano.
Depois do curso, a lei ainda prevê um período para procurar trabalho ou criar empresa, o que entra no plano só como perspectiva. Se quiser ajuda para alinhar orçamento e pedido, a assessoria para vistos de Portugal acompanha cada etapa.
Perguntas frequentes
A seguir, as respostas às dúvidas mais comuns sobre quanto custa estudar em Portugal.
Quanto custa estudar em Portugal por ano?
Não há valor único: a conta soma a propina do curso, o custo de vida da cidade e os custos do visto. Como referência oficial, o MNE pede meios de €920 por mês, ou €11.040 para 12 meses de estudo.
Qual é o valor mínimo exigido no visto de estudante?
Para o ensino superior, o MNE usa €920 por mês durante 12 meses, ou seja, €11.040, reduzidos a metade com alojamento assegurado. Brasileiros admitidos no ensino superior, como nacionais da CPLP, são dispensados dessa prova.
As propinas para brasileiros são mais caras?
Nas instituições públicas, quem entra pelo estatuto de estudante internacional costuma pagar mais do que os estudantes portugueses. Os valores mudam por curso e instituição, por isso peça a tabela do seu ano de entrada à secretaria.
Posso pagar os estudos trabalhando em Portugal?
A lei permite trabalho complementar aos estudos, sem limite de horas fixado. Mas um emprego futuro não serve como prova no visto, e a falta de aproveitamento pode impedir a renovação da autorização de residência.
Qual cidade é mais barata para estudar em Portugal?
Em geral, cidades universitárias menores têm alojamento mais acessível do que Lisboa e Porto. Compare as regiões nos artigos do site sobre cidades baratas e cidades caras, e pesquise o aluguel perto da sua instituição.

Quem escreve
Rodrigo Maranhão
Sou advogado inscrito no Brasil, em Portugal e na Espanha. Na Vilanova Maranhão Advogados, em Lisboa, acompanho brasileiros que querem morar em Portugal ou na Espanha. Também conheço essa realidade como imigrante: vivo na Europa há quase dez anos.
Ordem dos Advogados · Portugal · Inscrição: 60554L
Ordem dos Advogados do Brasil · Pernambuco · Inscrição: 22.372
Colegio de Abogados de Madrid · Espanha · Inscrição: 144875
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Da carta de admissão ao título de residência na AIMA, você recebe orientação jurídica em cada etapa da mudança para estudar.
Falar sobre o meu vistoFontes oficiais consultadas
- Meios de subsistência — MNE (consultado em 25/10/2026)
- Documentação instrutória dos vistos de residência — MNE (consultado em 25/10/2026)
- Emolumentos dos vistos nacionais — MNE (consultado em 25/10/2026)
- Onde deve solicitar o visto — MNE (consultado em 25/10/2026)
- Lei n.º 23/2007 (Lei de Estrangeiros), versão consolidada — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Lei n.º 62/2026, de 10 de setembro — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Centros de pedido de visto para Portugal no Brasil — VFS Global (consultado em 25/10/2026)