Ordem dos Advogados · PortugalInscrição: 60554L
Ordem dos Advogados do Brasil · PernambucoInscrição: 22.372
Colegio de Abogados de Madrid · EspanhaInscrição: 144875
A Ordem dos Engenheiros é a associação pública que atribui, em exclusivo, o título de engenheiro em Portugal. Para o brasileiro, a inscrição pode ser feita pelo acordo com o CONFEA, sem revalidar o diploma.
Se você vai se inscrever na Ordem para trabalhar em Portugal e quer um advogado na parte do visto, veja como funciona a assessoria para vistos em Portugal do escritório.
Assessoria jurídica
Vai se inscrever na Ordem e mudar para Portugal? Planeje as duas etapas juntas
A equipe confere o seu registro no Crea, a proposta de trabalho e a situação da família, e organiza a ordem entre a Ordem e o visto.
Contratar análise do casoConteúdo
ToggleO que é a Ordem dos Engenheiros?
A Ordem dos Engenheiros é uma associação profissional de direito público, criada em 24 de novembro de 1936. Ela representa os engenheiros em Portugal e tem autonomia administrativa, financeira, disciplinar e regulamentar em relação ao Estado.
A Ordem não é um sindicato nem uma associação de classe opcional. Sem inscrição, ninguém usa o título de engenheiro nem pratica os atos que a lei reserva à profissão, como assinar projetos de engenharia e dirigir obras.
Um papel parecido com o do Crea
Para o brasileiro, a comparação mais próxima é o Sistema CONFEA/Crea. A Ordem inscreve os profissionais, emite a cédula, fiscaliza a ética e define os atos de cada especialidade, mas o funcionamento e os nomes mudam bastante.
Uma diferença importante é a escala das especialidades. Em Portugal, cada engenheiro fica num colégio ligado ao seu curso, e os títulos de carreira, como o de sénior, pesam nas obras e nos projetos mais complexos.
O que diz o Estatuto
O Estatuto da Ordem foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 119/92 e alterado pela Lei n.º 123/2015 e pela Lei n.º 11/2024. O artigo 6.º diz que o título, o seu uso e os atos reservados dependem de inscrição na Ordem.
O mesmo Estatuto prevê, no artigo 7.º, que o uso ilegal do título ou a prática dos atos sem os requisitos é punido pela lei penal. Por isso, você não deve se apresentar como engenheiro em Portugal antes da inscrição.
Resumo: a Ordem dos Engenheiros em números
A tabela reúne os números da Ordem que mais interessam ao engenheiro brasileiro. Os dados vêm do Estatuto, da tabela de quotas de 2026 e da estatística publicada pela própria Ordem em setembro de 2026.
| Ponto | O que vale em 2026 | Fonte |
|---|---|---|
| Fundação | 24 de novembro de 1936 | Ordem dos Engenheiros |
| Regiões | Norte, Centro, Sul, Madeira e Açores | Estatuto, artigo 33.º |
| Especialidades | 17 colégios e 33 especializações | Ordem dos Engenheiros |
| Membros efetivos | 63.535, além de 2.810 estudantes | Informação estatística, 30/09/2026 |
| Início da inscrição | 78 €, em duas fases de 39 € | Tabela de quotas 2026 |
| Joia de inscrição | 156 €, isenta até 31/12/2026, salvo exceções | Tabela de quotas 2026 |
| Quota mensal | 13 € (6,50 € no 1.º ano e até 28 anos) | Tabela de quotas 2026 |
O dado que mais chama a atenção é a isenção da joia. Quem se inscrever até o fim de 2026 não paga os 156 € da joia, salvo as condições do regulamento, e o custo de entrada fica concentrado no processo de inscrição.
Como a Ordem dos Engenheiros está organizada por regiões?
O artigo 33.º do Estatuto divide a Ordem em cinco regiões, cada uma com sede própria e uma área definida por distritos. A região é a sua secretaria no dia a dia, onde ficam o processo, a cédula e a cobrança das quotas.
- Região Norte, com sede no Porto: Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real;
- Região Centro, com sede em Coimbra: Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu;
- Região Sul, com sede em Lisboa: Beja, Évora, Faro, Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal;
- Região Madeira, com sede no Funchal, e Região Açores, com sede em Ponta Delgada.
Qual região escolher
No requerimento do acordo, você indica a região onde quer atuar. Se o campo ficar em branco, o processo vai para Lisboa, na Região Sul. Escolha a região onde vai morar nos primeiros meses, porque é lá que a cédula será entregue.
A região não limita o seu trabalho. Inscrito na Região Norte, você pode assinar projetos para uma obra no Algarve, e a mudança de cidade depois da inscrição não obriga a refazer o processo na Ordem.
Quais são as especialidades da Ordem dos Engenheiros?
A Ordem organiza os engenheiros em 17 colégios de especialidade. O Estatuto diz que cada membro efetivo é inscrito no colégio que corresponde ao seu curso. Estes são os colégios, por ordem da própria Ordem:
- Civil, Eletrotécnica, Mecânica e Geológica e de Minas;
- Química e Biológica, Naval e Oceânica, Geoespacial e Agronómica;
- Florestal, Materiais, Informática e Ambiente;
- Gestão Industrial, Alimentar, Aeronáutica e Espacial;
- Biomédica e Bioengenharia, e Segurança e Qualidade.
Os colégios maiores
Segundo a estatística de setembro de 2026, o maior colégio é o de Engenharia Civil, com 31.126 membros. Depois vêm a Eletrotécnica, com 12.677, e a Mecânica, com 9.927. Os menores são os de Segurança e Qualidade e de Naval e Oceânica.
Alguns cursos brasileiros não têm colégio com o mesmo nome. A engenharia elétrica corresponde à Eletrotécnica, e a engenharia de produção não tem colégio próprio. Nesses casos, a Ordem analisa o curso e define o colégio na admissão.
Especializações
Além dos colégios, a Ordem reconhece 33 especializações, como Estruturas, Geotecnia, Energia, Telecomunicações e Segurança no Trabalho da Construção. São títulos para quem já tem experiência longa numa área, pedidos depois da inscrição como membro efetivo.
Quem pode ser membro da Ordem dos Engenheiros?
O Estatuto admite como membro efetivo quem tem licenciatura ou mestrado num domínio da engenharia, conferido em Portugal ou no estrangeiro, com equivalência ou reconhecimento. O novo membro também faz o curso de ética e deontologia no primeiro ano.
A regra para os estrangeiros
Para os nacionais de países fora da União Europeia, o artigo 13.º do Estatuto prevê dois caminhos. O primeiro é ter as habilitações reconhecidas em Portugal. O segundo é a inscrição ao abrigo de acordos bilaterais com associações congéneres, em reciprocidade.
O segundo caminho é a base do acordo com o CONFEA. É por ele que o engenheiro brasileiro com registro no Crea entra na Ordem sem passar pelo reconhecimento do diploma, desde que cumpra os requisitos do Termo de Reciprocidade.
Quem não entra pelo acordo
O guia do CONFEA diz que o Termo não se aplica a tecnólogos, técnicos, geólogos, geógrafos e meteorologistas. Para esses profissionais, a admissão na Ordem segue a via comum dos cursos estrangeiros, com avaliação caso a caso da formação e da experiência.
Quem tem um grau de bacharel obtido fora de Portugal também pode se candidatar, segundo as dúvidas frequentes da Ordem. A análise é feita caso a caso, e o contacto é a secretaria da região escolhida.
Como o engenheiro brasileiro entra na Ordem?
Pelo acordo, o pedido começa no Crea onde você tem registro. O Crea emite uma certidão especial, o CONFEA homologa o pedido e o envia à Ordem, e o Conselho Diretivo aprova a admissão. O CONFEA estima 90 dias para todo o percurso.
Os requisitos do acordo
O acordo exige carteira definitiva do Crea, anuidades em dia, nenhuma pena ética nos últimos cinco anos e um curso de engenharia de pelo menos 3.600 horas. A anuidade parcelada conta como em dia, desde que as parcelas estejam pagas.
O requerimento também traz uma declaração: você se compromete a manter o registro ativo no Crea e na Ordem. Eu recomendo incluir as duas anuidades no orçamento da mudança desde o início, porque a regra vale enquanto você usar o acordo.

Quanto custam as quotas da Ordem dos Engenheiros em 2026?
Os valores estão na Tabela de Quotas e outros Encargos de 2026, em vigor desde janeiro. Há um custo para abrir o processo, uma joia de inscrição e uma quota mensal, cobrada pela região enquanto você for membro.
Processo de inscrição e joia
O processo de início de inscrição custa 78 €, em duas fases de 39 €. A joia de inscrição como membro efetivo é de 156 €, mas está isenta até 31 de dezembro de 2026, salvo as condições do artigo 13.º do regulamento de quotas.
Quota mensal
A quota dos membros efetivos, seniores e conselheiros é de 13 € por mês. No primeiro ano como membro efetivo e para quem tem até 28 anos, a quota cai para 6,50 € por mês. Os estudantes pagam 1,30 € por mês.
Se você ficar desempregado por mais de 120 dias, pode pedir isenção da quota, com prova renovada a cada seis meses. A regra é útil se o primeiro contrato em Portugal terminar e a procura de um novo emprego demorar.
Outras taxas
A tabela prevê 39 € para o curso de ética e deontologia, 39 € para o certificado de inscrição, 15,60 € para a declaração de exercício profissional e 78 € para a passagem do nível 1 ao nível 2. A outorga dos títulos custa 39 €.
Assessoria jurídica
A Ordem não emite visto. O escritório cuida dessa parte
Preparamos o pedido de visto do engenheiro e da família, com o contrato, a prova da qualificação e os documentos do Brasil.
Quero assessoria jurídicaO que é a cédula profissional da Ordem?
A cédula profissional é o documento que prova a sua inscrição na Ordem. É ela que o empregador, a câmara municipal ou o dono da obra pedem quando você assina um projeto ou assume a direção de uma obra em Portugal.
Quando a cédula deixa de valer
Pelo artigo 30.º do Estatuto, a inscrição pode ser cancelada a pedido do membro, e nesse caso a cédula profissional caduca. A inscrição também pode ser suspensa nos casos que o Estatuto prevê, por exemplo em processo disciplinar.
Atenção: pelo acordo, você também se compromete a manter o registro no Crea. Cancelar o Crea depois de entrar na Ordem vai contra essa regra e pode criar problemas na sua inscrição em Portugal.
Membro efetivo, níveis e títulos: como se sobe na Ordem?
A carreira dentro da Ordem tem degraus definidos no Estatuto. Primeiro vem a inscrição como membro efetivo, de nível 1 ou de nível 2. Depois, com experiência, vêm os títulos de engenheiro sénior, especialista e conselheiro.
Nível 1 e nível 2
O nível 1 é o de quem entra com licenciatura, e o nível 2 é o de quem entra com mestrado ou com licenciatura pré-Bolonha. A passagem do nível 1 para o nível 2 acontece com dez anos de experiência efetiva ou com um mestrado.
O primeiro ano
No primeiro ano, o membro efetivo tem competências limitadas e é acompanhado por um engenheiro sénior. O artigo 27.º-A do Estatuto prevê a dispensa para quem tem cinco anos de experiência comprovada, mediante requerimento fundamentado ao conselho de supervisão.
Sénior, especialista e conselheiro
O título de sénior vai para o mestre com cinco anos de experiência ou para quem tem dez anos sem mestrado. Pelo Termo Complementar 003, o brasileiro também pode pedir o título com a experiência do Brasil, depois de dois anos em Portugal.
O que a Ordem dos Engenheiros oferece aos membros?
A inscrição não é só uma obrigação legal. Os membros efetivos têm um seguro de responsabilidade civil profissional gratuito, com 75.000 € por sinistro para quem pede a declaração de exercício e 100.000 € para os engenheiros seniores.
A Ordem também mantém uma Bolsa de Emprego para engenheiros, ações de formação e eventos dos colégios. Se você está chegando, esses canais ajudam a conhecer o mercado e a criar contactos na sua área.
A inscrição na Ordem dá direito ao visto?
Não. A Ordem cuida do direito de exercer a profissão, e o visto cuida do direito de entrar e morar em Portugal. O guia do CONFEA avisa que o registro na Ordem não garante a entrada nem a permanência no país.
Para quem vai com contrato, o caminho mais comum é o visto D3, para atividade altamente qualificada. Como a engenharia é uma profissão regulamentada, a inscrição na Ordem ajuda a provar a qualificação que esse visto exige.
Atenção: a cédula da Ordem não substitui o visto nem a autorização de residência. Entrar em Portugal como turista para trabalhar como engenheiro, mesmo com a inscrição feita, complica a sua situação migratória.
A vida depois da mudança
Depois do visto vêm o NIF, a conta bancária e a escolha da cidade. Os guias sobre como obter o NIF em Portugal e sobre as cidades mais baratas para viver ajudam a planejar essa fase.
Para quem vai com filhos, o texto sobre morar em Portugal com família reúne os pontos práticos de escola, saúde e moradia nos primeiros meses.

Quando vale a pena ter um advogado no processo?
A inscrição na Ordem pelo acordo é um procedimento administrativo, e muitos engenheiros fazem sozinhos. O advogado faz diferença no visto, sobretudo quando a família vai junto ou quando o salário está perto do limiar da lei.
Eu sugiro alinhar as duas etapas desde o começo: a inscrição corre no Crea e na Ordem, e o visto é preparado em paralelo. Veja como funciona a assessoria jurídica para vistos e contrate a análise do seu caso.
Leia também: o guia completo do engenheiro em Portugal, com o caminho da Ordem ao visto, e o texto sobre termo de reciprocidade CONFEA–Ordem.
Perguntas frequentes
A seguir, respondemos às dúvidas mais comuns sobre a Ordem dos Engenheiros de Portugal.
A inscrição na Ordem dos Engenheiros é obrigatória?
É, para usar o título de engenheiro e praticar os atos reservados à profissão. O artigo 6.º do Estatuto da Ordem liga o título e esses atos à inscrição.
Quanto custa a inscrição na Ordem dos Engenheiros em 2026?
O processo de início de inscrição custa 78 €, em duas fases de 39 €. A joia de 156 € está isenta até 31/12/2026, salvo exceções, e a quota é de 13 € por mês.
O engenheiro brasileiro precisa revalidar o diploma para entrar na Ordem?
Pelo acordo com o CONFEA, não. O Estatuto permite a inscrição ao abrigo de acordos com associações congéneres, e o Termo de Reciprocidade dispensa a revalidação para quem cumpre os requisitos.
Em que região da Ordem devo me inscrever?
Na região onde vai morar nos primeiros meses, porque é lá que fica a sua secretaria e a cédula é entregue. Se o campo ficar em branco, o processo vai para a Região Sul, em Lisboa.
A Ordem dos Engenheiros é a mesma coisa que a Ordem dos Engenheiros Técnicos?
Não. São duas ordens diferentes, com estatutos próprios. O acordo do CONFEA é com a Ordem dos Engenheiros, e nas fontes oficiais consultadas não há acordo equivalente com a Ordem dos Engenheiros Técnicos.

Quem escreve
Rodrigo Maranhão
Sou advogado inscrito no Brasil, em Portugal e na Espanha. Na Vilanova Maranhão Advogados, em Lisboa, acompanho brasileiros que querem morar em Portugal ou na Espanha. Também conheço essa realidade como imigrante: vivo na Europa há quase dez anos.
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Assessoria completa para engenheiros que vão para Portugal
Visto de trabalho, vistos da família e acompanhamento na AIMA, com advogados inscritos em Portugal e no Brasil e escritório em Lisboa.
Contratar a assessoriaFontes oficiais consultadas
- Estatuto da Ordem dos Engenheiros (Decreto-Lei n.º 119/92, Lei n.º 123/2015 e Lei n.º 11/2024, arts. 6.º, 7.º, 13.º, 15.º, 16.º, 27.º-A, 30.º e 33.º) — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- A Ordem, especialidades, especializações e dúvidas frequentes de admissão — Ordem dos Engenheiros (consultado em 25/10/2026)
- Informação estatística (30/09/2026) — Ordem dos Engenheiros (consultado em 25/10/2026)
- Tabela de Quotas e outros Encargos 2026 — Ordem dos Engenheiros (consultado em 25/10/2026)
- Seguro de responsabilidade civil profissional e Bolsa de Emprego — Ordem dos Engenheiros (consultado em 25/10/2026)
- Termo de Reciprocidade CONFEA–Ordem dos Engenheiros e guia orientativo aos profissionais e aos Creas — CONFEA (consultado em 25/10/2026)
- Termo Complementar 003 (Engenheiro Sénior) — CONFEA e Ordem dos Engenheiros (consultado em 25/10/2026)