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Quem pesquisa visto D7 seguro saúde quer saber se precisa pagar um seguro caro para pedir o visto. Nem sempre. Neste guia, você vê o que a lei pede, como tirar o certificado PB4 e como entrar no SNS depois.
Se você quer apoio jurídico do início ao fim, conheça a assessoria para vistos de Portugal do nosso escritório em Lisboa.
Assessoria jurídica
Monte o pedido do D7 sem falhas na saúde
A equipe confere o seguro ou o certificado PB4 com o posto consular e organiza os outros documentos do pedido.
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ToggleO seguro de saúde é obrigatório no visto D7?
A lei pede um seguro de viagem em todo pedido de visto de residência, e o D7 não foge à regra. O ponto é que, para o brasileiro, esse seguro pode ser trocado por um certificado gratuito do Ministério da Saúde.
O que a lei portuguesa pede
O artigo 52.º, n.º 1, alínea f), da Lei 23/2007 lista entre as condições gerais do visto que o requerente disponha de seguro de viagem. É a mesma lei que regula a entrada, a permanência e a residência de estrangeiros em Portugal.
O que o MNE informa
Na lista de documentos dos vistos de residência, o Ministério dos Negócios Estrangeiros pede um seguro que cubra as despesas necessárias por razões médicas, incluindo a assistência urgente e o eventual repatriamento. Numa nota, informa que o seguro pode ser dispensado quando há acordo bilateral, e cita o Brasil e o PB4.
Resumo: seguro e saúde no visto D7
A tabela junta as regras oficiais que mais pesam para o aposentado que vai pedir o D7:
| Tema | Regra |
|---|---|
| No pedido do visto | Seguro de viagem (Lei 23/2007, art. 52.º, n.º 1, f) |
| Alternativa para brasileiros | Certificado PB4, pelo acordo Brasil-Portugal |
| Custo do PB4 | Gratuito, pedido só pela internet |
| Validade do PB4 | 6 meses, 1 ano ou 5 anos, conforme o motivo da viagem |
| Número de utente do SNS | Único e definitivo, sem número provisório |
| Centro de saúde | Inscrição com registo atualizado, incluindo a residência |
As regras do lado brasileiro estão na página do serviço no gov.br. As do lado português estão na Lei 23/2007, nas orientações do MNE e nos documentos da ACSS, a entidade que gere o Registo Nacional de Utentes do SNS.
O que o seguro de viagem precisa cobrir
Se você optar pelo seguro de viagem, ele precisa atender ao que o MNE descreve. Antes de contratar, leia a apólice com atenção e veja se ela cobre o período que o consulado vai considerar no pedido.
As coberturas pedidas
Na prática, o seguro deve trazer estes pontos na apólice:
- Despesas médicas e hospitalares em Portugal.
- Assistência médica urgente.
- Repatriamento por razões médicas.
- Vigência que cubra a entrada e a estada prevista no visto.
O que a página não diz
A página do MNE não fixa um valor mínimo de cobertura nem um prazo de validade para o seguro. Por isso, a exigência concreta pode variar entre os postos consulares, e vale perguntar ao seu posto antes de pagar qualquer apólice.
O que é o certificado PB4?
O PB4 é o nome usado em Portugal para o Certificado de Direito à Assistência Médica, o CDAM, emitido pelo Ministério da Saúde do Brasil. Ele existe por causa do acordo de seguridade social entre os dois países.
O que o certificado garante
Segundo a página do serviço no gov.br, com o certificado o brasileiro usa o sistema público de saúde de Portugal nas mesmas condições de quem é do país. O mesmo serviço vale para Cabo Verde e Itália, que também têm acordo com o Brasil.
Quem pode pedir
Podem pedir os brasileiros maiores de 18 anos e os seus dependentes. Os jovens de 16 e 17 anos emancipados também podem fazer o pedido. Quem é servidor público com regime próprio de previdência precisa contribuir ao INSS por guia de recolhimento, segundo a mesma página.
O casal e os dependentes
Num casal de aposentados, confira se cada pessoa que vai viajar fica coberta. A página do gov.br prevê o pedido também para os dependentes do segurado. Se você vai com a família, confira os dados de cada pessoa antes de enviar o pedido.
Como pedir o certificado PB4
O pedido é gratuito e só pela internet, no portal gov.br. Não há atendimento presencial para esse serviço, e todo o acompanhamento é feito online. Siga esta ordem:
- Entre no gov.br com a sua conta e procure o serviço do certificado de direito à assistência médica.
- Preencha o formulário com os dados da viagem e o motivo da ida para Portugal.
- Envie o passaporte emitido no Brasil, o RG ou a CNH e o comprovante de vínculo com a previdência.
- Acompanhe o pedido e responda a qualquer pedido de correção dentro do prazo.
- Baixe o certificado e leve-o junto com os outros documentos do visto.
Os prazos do pedido
A página informa um prazo de acompanhamento de até 90 dias. Se o serviço devolver o formulário para correção e você não responder em 45 dias, o protocolo é arquivado. Por isso, peça o certificado com folga, bem antes da data do agendamento.
Sem apostila
O certificado traz um código QR que permite a verificação da autenticidade. Por isso, segundo o gov.br, não precisa de apostila, ao contrário de documentos brasileiros como a certidão de antecedentes criminais, que o consulado pede apostilada.
Quanto tempo vale o PB4?
A validade depende do motivo da viagem que você indica no pedido. Para Portugal, a página do gov.br prevê certificados de 6 meses, 1 ano ou 5 anos, conforme o caso de quem viaja.
Indique o motivo certo
Quem vai morar em Portugal com o D7 não está em viagem de turismo. Indique o motivo que corresponde à mudança e confira a validade que aparece no certificado antes de entregá-lo no consulado.
Renove antes de vencer
Anote a data de validade e acompanhe o prazo. Um certificado vencido não serve para provar a cobertura em um novo pedido, e eu sugiro pedir o novo com a mesma folga que você deu ao primeiro.

PB4 ou seguro de viagem: qual escolher?
Para a maior parte dos aposentados do INSS, o PB4 resolve a exigência do visto sem custo. O seguro de viagem continua sendo uma opção para quem não tem direito ao certificado ou para quem o posto não aceitar.
Quando o PB4 faz mais sentido
O certificado faz sentido para quem tem vínculo com o INSS e quer evitar o custo de uma apólice de longa duração. Ele também mostra ao consulado que você terá acesso à saúde pública desde a chegada a Portugal.
Quando o seguro ainda é preciso
O seguro de viagem continua necessário para quem não tem vínculo com a previdência brasileira ou quando o posto pede uma cobertura que o certificado não supre. Nesses casos, ele também protege você até a residência estar concluída.
Atenção: a dispensa do seguro aparece numa nota da página do MNE, e cada posto consular decide o que aceita. Pergunte ao seu posto se ele aceita o PB4 no seu caso antes de cancelar ou deixar de contratar o seguro.
Como entrar no SNS depois de chegar?
O acesso ao SNS passa pelo Registo Nacional de Utentes, gerido pela ACSS. É nele que você recebe o número nacional de utente, que identifica cada pessoa em todas as unidades de saúde do país.
Um número único, sem provisório
A Circular Informativa 13/2025 da ACSS diz que o número de utente é único e definitivo, e que em nenhuma circunstância é atribuído um número provisório. Quem já tem número continua com o mesmo depois de mudar de situação.
O pedido pela AIMA
O regulamento do RNU prevê um processo entre a AIMA e a saúde, ao abrigo do artigo 215.º da Lei 23/2007. Quem pede a autorização de residência e os números de identificação na AIMA pode ter o registo criado de forma automática, com a morada e o NIF.
Os dados que contam
Para o registo ficar atualizado, a ACSS pede morada em Portugal, documento de identificação, NIF e, no caso dos estrangeiros, o documento de autorização de residência. Por isso, o NIF é um dos primeiros passos, e o guia de como obter o NIF em Portugal explica o caminho.
Se o registo não aparecer
Se o registo não for criado de forma automática, você pode pedir o registo ou a atualização dos dados em qualquer unidade de saúde do SNS. Basta levar o documento de identificação, o NIF, o comprovante de morada e o documento de residência.
Registo em curso e registo atualizado
O regulamento do RNU, em vigor desde abril de 2025, classifica cada registo conforme os dados que ele tem. A classificação decide quem paga os cuidados e se você pode ter médico de família no centro de saúde.
O registo atualizado
Com todos os dados obrigatórios, o registo fica atualizado e ganha a condição SNS. Isso quer dizer que o SNS assume os encargos dos cuidados, e que você pode se inscrever nos cuidados de saúde primários da sua área de residência.
O registo em curso
Sem todos os dados, o registo fica em curso por até 180 dias e depois passa a incompleto. Nessa situação vale a condição de terceiro pagador: os encargos ficam com você ou com outra entidade, salvo exceções como acordos bilaterais e cuidados urgentes.
Atenção: o regulamento prevê um alerta seis meses antes de o documento de residência vencer. Renove a residência no prazo e atualize o documento no centro de saúde, para não perder a condição SNS nem a inscrição no médico de família.
Assessoria jurídica
Advogados em Portugal para o seu visto D7
Do pedido no consulado à autorização de residência na AIMA, você recebe orientação jurídica em cada etapa.
Quero apoio no meu D7Centro de saúde, médico de família e taxas
Com o registo atualizado, a porta de entrada no SNS é o centro de saúde da sua área. É lá que você pede a inscrição nos cuidados de saúde primários e entra na lista de médico de família, conforme as vagas da unidade.
As consultas no centro de saúde
Segundo a FAQ da ACSS sobre taxas moderadoras, de fevereiro de 2025, as consultas na rede de cuidados de saúde primários e os exames prescritos nessas consultas estão dispensados de taxa moderadora. É o caminho mais barato para o acompanhamento do dia a dia.
A urgência do hospital
No serviço de urgência, a taxa fica dispensada quando você chega encaminhado pelo centro de saúde, pela linha SNS 24 ou pelo INEM, ou quando a urgência termina em internamento. Na ida por conta própria, pode haver cobrança.
Na prática do escritório, eu vejo aposentados que vão direto à urgência por hábito do Brasil. Ligar antes para o SNS 24 costuma poupar a taxa e a espera, porque a linha indica a unidade certa para o seu caso.
Vale a pena ter seguro de saúde privado?
Muitos aposentados mantêm um seguro privado mesmo com acesso ao SNS, para ter consultas de especialidade e exames com menos espera. É uma escolha de conforto, que deve caber no orçamento da aposentadoria.
O que verificar na apólice
Antes de contratar, olhe a idade máxima de adesão, os períodos de carência e as doenças preexistentes excluídas. Para quem passou dos 60 anos, esses três pontos pesam mais do que o valor da mensalidade na escolha do plano.
Público e privado juntos
O seguro privado não substitui o registo no SNS. O ideal é ter as duas coisas: o médico de família para o acompanhamento e o seguro para acelerar o que for preciso. O guia do sistema de saúde em Portugal compara os dois.

Erros comuns com a saúde no D7
Estes são os erros que mais atrasam o pedido e a vida de quem se muda:
- Pagar um seguro anual sem perguntar ao posto se ele aceita o PB4.
- Pedir o certificado em cima da hora e perder o prazo de correção.
- Indicar o motivo de viagem errado e receber um certificado curto.
- Deixar a residência vencer e perder a condição SNS no centro de saúde.
- Ir sempre à urgência sem ligar antes para o SNS 24.
O guia completo do visto D7 mostra todos os requisitos do pedido, e a lista de documentos do visto D7 ajuda a montar a pasta. Para a família, veja como morar em Portugal com a família.
Perguntas frequentes
A seguir, as respostas às dúvidas mais comuns sobre o seguro de saúde e o SNS para quem pede o visto D7.
O visto D7 exige seguro de saúde?
A Lei 23/2007 pede seguro de viagem em todo visto de residência. O MNE informa que ele pode ser dispensado quando há acordo bilateral e cita o Brasil e o certificado PB4. Pergunte ao seu posto consular o que ele aceita no seu caso.
O certificado PB4 é pago?
Não. Segundo a página do serviço no gov.br, o Certificado de Direito à Assistência Médica é gratuito e pedido só pela internet. O acompanhamento pode levar até 90 dias, por isso vale pedir com folga antes do agendamento.
Quanto tempo vale o PB4 para Portugal?
Depende do motivo da viagem indicado no pedido. Para Portugal, a página do gov.br prevê certificados de 6 meses, 1 ano ou 5 anos. Confira a validade no documento antes de entregá-lo no consulado.
O PB4 precisa de apostila?
Não. O certificado tem um código QR que permite verificar a autenticidade, e por isso o gov.br informa que ele não precisa de apostila, ao contrário de outros documentos brasileiros do pedido.
Recebo um número provisório do SNS?
Não. A ACSS informa que o número nacional de utente é único e definitivo, e que nunca é atribuído número provisório. O registo pode ser criado pela AIMA, e fica atualizado com morada, NIF e documento de residência.
Pago para ir ao centro de saúde?
As consultas nos cuidados de saúde primários e os exames prescritos nelas estão dispensados de taxa moderadora, segundo a ACSS. Na urgência do hospital, a taxa só fica dispensada quando há encaminhamento ou internamento.

Quem escreve
Rodrigo Maranhão
Sou advogado inscrito no Brasil, em Portugal e na Espanha. Na Vilanova Maranhão Advogados, em Lisboa, acompanho brasileiros que querem morar em Portugal ou na Espanha. Também conheço essa realidade como imigrante: vivo na Europa há quase dez anos.
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Falar sobre a minha mudançaFontes oficiais consultadas
- Lei n.º 23/2007, art. 52.º (condições gerais de concessão de vistos) — Diário da República (consultado em 24/10/2026)
- Documentação instrutória dos vistos de residência — MNE (consultado em 24/10/2026)
- Obter Certificado de Direito à Assistência Médica (CDAM) — gov.br (consultado em 24/10/2026)
- Regulamento do Registo Nacional de Utentes (2025) — ACSS (consultado em 24/10/2026)
- Circular Informativa n.º 13/2025/ACSS (registo no RNU e inscrição nos CSP) — ACSS (consultado em 24/10/2026)
- Taxas moderadoras: perguntas frequentes (fevereiro de 2025) — ACSS (consultado em 24/10/2026)