Rodrigo Maranhão
Por Rodrigo MaranhãoAdvogado em Lisboa · Atualizado em 25/10/2026
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Quem pesquisa visto de trabalho Portugal valor costuma encontrar só a taxa do consulado. Mas o visto D1 tem outros custos: o serviço da VFS, as apostilas no Brasil, as taxas da AIMA depois da chegada e os vistos da família.

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Quer saber quanto vai custar o seu visto de trabalho?

A equipe analisa a sua proposta e a composição da família e monta a lista de documentos e taxas do seu caso, para você planear a mudança sem gastos de surpresa.

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Quanto custa o visto de trabalho para Portugal?

O visto de trabalho, que na prática é o visto D1, tem uma taxa fixa de 110 € por pessoa no consulado. A esse valor somam-se custos que mudam de caso para caso, conforme a cidade do pedido, o número de familiares e os documentos de cada um.

O que entra na conta

A conta completa tem três blocos. O primeiro é o pedido no Brasil: taxa consular, serviço da VFS e documentos. O segundo é a viagem. O terceiro são as taxas da autorização de residência, pagas à AIMA já em Portugal.

O que é fixo e o que varia

As taxas do consulado e da AIMA são fixadas por lei e iguais para todos. Já o serviço da VFS, as apostilas, as certidões e a passagem variam com a cidade, o estado onde você mora e a época do ano em que viaja.

Por isso, dois candidatos com o mesmo emprego podem gastar valores bem diferentes. Quem mora longe da cidade do centro de vistos, tem família grande ou precisa de muitos documentos apostilados paga mais do que quem pede sozinho e mora perto do atendimento.

Resumo: o valor do visto de trabalho em 2026

A tabela reúne os custos do visto D1 para uma pessoa, do pedido no Brasil até a autorização de residência em Portugal. Os valores em euros vêm das tabelas oficiais do MNE e da AIMA, conferidas em outubro de 2026.

CustoValorQuem fixa
Taxa do pedido de visto110 € por pessoaMNE, emolumentos consulares
Serviço da VFS GlobalValor próprio, cobrado à parteVFS Global
Apostila de cada documentoIgual a uma procuração sem valor declarado no seu estadoTabela do cartório (regra do CNJ)
TraduçãoEm regra, não precisaDocumentos já em português
Receção e análise na AIMA133,00 €Portaria n.º 307/2023
Emissão do título de residência114,30 €Portaria n.º 307/2023
Passagem de idaVariávelCompanhia aérea

Somando só as taxas oficiais, uma pessoa paga 357,30 €: 110 € no consulado e 247,30 € na AIMA. O resto do orçamento depende do serviço da VFS, do número de apostilas e do preço da passagem na data em que você viajar.

Qual é a taxa do consulado para o visto D1?

A taxa de tratamento de um pedido de visto nacional é de 110 €, segundo a tabela de emolumentos consulares publicada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. É a mesma para todos os vistos de residência, incluindo o D1 e o visto de acompanhamento da família.

Quem está isento

A tabela isenta as crianças até 6 anos e alguns casos especiais, como bolseiros do Estado português e investigadores em certos programas. Para uma família com filhos pequenos, essa isenção reduz o custo do pedido no consulado.

O valor em reais

A taxa é fixada em euros, e o valor em reais depende do câmbio aplicado no dia do pagamento. Antes do agendamento, confira no centro onde vai entregar o pedido a forma de pagamento aceite e o valor convertido.

A taxa paga a análise do pedido, e não a concessão do visto. Se o pedido for recusado, o valor não é devolvido, o que torna ainda mais importante entregar um pedido completo à primeira.

Quanto cobra a VFS Global?

Nas cidades onde Portugal contratou a VFS Global, você paga, além da taxa consular, uma taxa de serviço da própria empresa. Ela remunera o agendamento, a receção dos documentos e a recolha dos dados biométricos, e não faz parte dos emolumentos do Estado português.

O valor dessa taxa é definido pela VFS e pode mudar ao longo do ano. Por isso, este texto não indica um número: confira o preço atual no site do centro de vistos da sua cidade antes de agendar.

A VFS também oferece serviços opcionais, como o envio do passaporte por correio. Nenhum deles é obrigatório nem acelera a decisão do consulado, que segue o mesmo prazo legal de 60 dias para todos os pedidos.

Atenção: a VFS só recebe o pedido. Quem decide é o posto consular português, e nenhum serviço pago à VFS ou a terceiros garante a concessão do visto ou encurta a análise feita pelo consulado.

Quanto custam os documentos no Brasil?

Os documentos do Brasil costumam ser a parte do orçamento mais difícil de prever, porque cada estado tem a sua tabela de cartório. A boa notícia é que, para brasileiros, a lista é curta e quase tudo já está em português.

Os documentos com custo mais comuns são estes:

  • apostila de Haia de cada documento brasileiro, feita em cartório;
  • certidões de casamento ou de nascimento atualizadas, se a família vai junto;
  • fotografias tipo passe, iguais e atuais;
  • renovação do passaporte, se ele vencer antes do fim da estada prevista;
  • cópias autenticadas, quando o consulado as pedir.

Quanto custa a apostila

Pela regra do Conselho Nacional de Justiça, cada apostila custa o mesmo que uma procuração sem valor declarado na tabela do seu estado. A cobrança é feita por apostila, e não por folha, por isso cada documento conta uma vez.

Antes de ir ao cartório, faça a lista de tudo o que o consulado pede e de quem vai junto. Assim você paga cada apostila uma única vez e evita voltar ao cartório por causa de um documento esquecido ou de uma certidão já vencida.

O certificado de antecedentes

O certificado de antecedentes criminais da Polícia Federal é emitido pela internet, sem custo. O gasto está na apostila que ele precisa levar para valer em Portugal, feita em cartório depois da emissão.

Casal calculando os custos do visto de trabalho para Portugal
Somar as taxas, os documentos e a viagem antes do pedido evita surpresas no orçamento da mudança.

O visto de trabalho precisa de tradução?

Em regra, não. Os documentos brasileiros estão em português, a língua oficial de Portugal, e por isso dispensam tradução. É uma vantagem importante: para candidatos de outros países, a tradução certificada costuma ser um dos custos mais pesados do pedido.

A tradução só entra quando há documentos noutra língua. Isso acontece, por exemplo, quando você morou mais de um ano noutro país e precisa do registo criminal de lá, ou quando o diploma de uma profissão regulamentada foi emitido no estrangeiro.

Nesses casos, confirme com o consulado o tipo de tradução aceite antes de pagar. Uma tradução feita no formato errado é dinheiro perdido e pode obrigar a repetir o documento.

Quanto custa a autorização de residência na AIMA?

O visto D1 vale quatro meses e serve para entrar em Portugal e pedir a autorização de residência. Esse pedido tem as suas próprias taxas, pagas à AIMA, que fazem parte do custo real do visto de trabalho.

As duas taxas do pedido

Pela tabela da Portaria n.º 307/2023, publicada pela AIMA, a receção e análise do pedido custa 133,00 € e a emissão do título de residência temporária, 114,30 €. No atendimento presencial, o total é de 247,30 € por pessoa.

Atendimento digital

A mesma tabela prevê uma redução de 25 % quando o pedido é apresentado por canal digital. Para quem chega com visto de residência, a AIMA indica que a submissão eletrónica ainda está em fase de implementação, por isso conte com o valor presencial.

Na renovação, dois anos depois, voltam a ser cobradas a receção e análise do pedido e a emissão do novo título. Vale incluir esse custo no planeamento dos primeiros anos em Portugal, junto com as despesas fixas da casa.

Depois da chegada, também vale planear a abertura de conta e os primeiros gastos. O guia sobre conta bancária em Portugal e o texto sobre o NIF ajudam nos primeiros passos.

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Pedido de visto D1 sem gastos repetidos

Organizamos os documentos do Brasil na ordem certa e revemos a promessa de contrato, para o pedido sair à primeira e você não pagar duas vezes taxas, certidões e apostilas.

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Quanto custa o visto para a família?

Cada familiar que pede o visto de acompanhamento paga a sua própria taxa de 110 €, salvo as crianças até 6 anos. Já em Portugal, cada um paga também as taxas da AIMA, porque cada pessoa recebe o seu título de residência.

Um exemplo de conta

Num casal com um filho de 10 anos e outro de 4, o consulado cobra três taxas, ou seja, 330 €. Na AIMA, são quatro pedidos de 247,30 €, num total de 989,20 €. As taxas oficiais da família somam 1.319,20 €, antes de apostilas, VFS e passagens.

O custo de esperar

Deixar a família para depois não poupa dinheiro: o reagrupamento familiar tem as mesmas taxas na AIMA e só pode ser pedido após dois anos de residência. O guia sobre morar em Portugal com família ajuda a comparar os dois caminhos.

Aldeia de xisto do Piódão
Depois do visto, as taxas da AIMA são o segundo grande custo do processo, já em Portugal.

Quanto custam a viagem e a instalação?

A passagem é o custo mais variável do processo. Como o visto de residência não exige bilhete de volta, basta a passagem de ida, que você pode comprar depois de o visto ser concedido, sem arriscar dinheiro antes da decisão.

Na chegada, entram os gastos de instalação: caução e primeiras rendas da casa, transporte e as primeiras semanas até o primeiro salário. Esses valores dependem muito da cidade, e o texto sobre cidades baratas para viver em Portugal ajuda a comparar.

O consulado também quer ver meios de subsistência para você e para a família. Uma reserva para os primeiros meses reforça o pedido e evita aperto financeiro enquanto a vida em Portugal se organiza.

Como montar o orçamento do visto por etapas?

Dividir os custos por etapas ajuda você a saber quanto precisa ter disponível em cada momento. Nem tudo é pago de uma vez: parte do dinheiro sai no Brasil, meses antes da viagem, e parte só depois da chegada a Portugal.

Antes do agendamento

Nesta fase, você paga as certidões, as apostilas, as fotografias e, se preciso, a renovação do passaporte. É também o momento de juntar extratos que mostrem os meios de subsistência, sobretudo se a família vai pedir o visto junto.

No dia do pedido

No atendimento, você paga a taxa consular de 110 € por pessoa e o serviço da VFS, quando o pedido é entregue num dos seus centros. Leve a forma de pagamento indicada pelo centro, para não perder a vaga por um detalhe.

Depois do visto e da chegada

Com o visto no passaporte, entram a passagem e os gastos de instalação. Já em Portugal, você paga as taxas da AIMA no pedido de autorização de residência. Eu sugiro guardar esse valor à parte desde o início, para ele não ser consumido pelos gastos da mudança.

Como gastar menos sem arriscar o pedido?

O maior gasto evitável no visto de trabalho é o pedido repetido. Uma recusa ou um pedido de documentos adicionais obriga a pagar outra vez certidões, apostilas e, às vezes, a própria taxa consular, além de atrasar a mudança.

Algumas medidas reduzem o custo total:

  • conferir a lista oficial do MNE antes de apostilar qualquer documento;
  • pedir certidões recentes uma única vez, perto da data do agendamento;
  • apostilar só os documentos que o consulado pede;
  • comprar a passagem apenas depois de o visto ser concedido;
  • pedir os vistos da família ao mesmo tempo, para não repetir deslocações.

Atenção: desconfie de quem cobra para «arranjar» contrato de trabalho ou promete visto garantido. Uma empresa séria não cobra do trabalhador para contratar, e nenhum intermediário decide no lugar do consulado.

Vale a pena pagar assessoria para o visto de trabalho?

A assessoria não é obrigatória, e muitas pessoas pedem o visto D1 sozinhas. Ela faz diferença quando o caso tem pontos sensíveis, porque um erro de enquadramento custa mais do que o próprio acompanhamento jurídico.

Quando a assessoria compensa

Eu recomendo assessoria quando a família vai junto, quando a promessa de contrato precisa de ajustes, quando a profissão é regulamentada ou quando há algum processo no passado. Nesses casos, uma recusa custa meses de espera e novas taxas.

O escritório analisa a proposta, revê o contrato, organiza os documentos do Brasil e acompanha o pedido até a autorização de residência. Veja como funciona a assessoria jurídica e contrate a análise do seu caso.

Leia também: o guia completo do visto de trabalho para Portugal, com o caminho do contrato ao visto, e o texto sobre pedido do D1 na VFS Global.

Perguntas frequentes

A seguir, respondemos às dúvidas mais comuns sobre o valor do visto de trabalho para Portugal.

Qual é o valor do visto de trabalho para Portugal em 2026?

A taxa do consulado é de 110 € por pessoa. Somam-se o serviço da VFS, as apostilas e, já em Portugal, 247,30 € de taxas da AIMA pela autorização de residência, no atendimento presencial.

Quanto cobra a VFS Global pelo visto D1?

A VFS cobra uma taxa de serviço própria, à parte da taxa consular de 110 €. O valor é definido pela empresa e pode mudar, por isso confira o preço atual no site do centro da sua cidade.

O visto de trabalho precisa de tradução?

Em regra, não. Os documentos brasileiros estão em português e dispensam tradução. Ela só é necessária para documentos noutra língua, como o registo criminal de outro país onde você morou mais de um ano.

Quanto custa a apostila para o visto de Portugal?

Cada apostila custa o mesmo que uma procuração sem valor declarado na tabela do cartório do seu estado. A cobrança é por documento apostilado, e não por folha, e o valor muda de estado para estado.

Crianças pagam a taxa do visto de trabalho?

As crianças até 6 anos estão isentas da taxa consular de 110 €. Já em Portugal, cada familiar paga as taxas da AIMA pelo seu título de residência, porque cada pessoa recebe o seu próprio título.

A taxa do visto é devolvida se o pedido for recusado?

Não. A taxa consular paga a análise do pedido, e não a concessão do visto. Por isso, vale entregar um pedido completo à primeira, para não pagar de novo taxas, certidões e apostilas.

Rodrigo Maranhão, advogado

Quem escreve

Rodrigo Maranhão

Sou advogado inscrito no Brasil, em Portugal e na Espanha. Na Vilanova Maranhão Advogados, em Lisboa, acompanho brasileiros que querem morar em Portugal ou na Espanha. Também conheço essa realidade como imigrante: vivo na Europa há quase dez anos.

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Fontes oficiais consultadas

  • Emolumentos consulares — vistos nacionais — Ministério dos Negócios Estrangeiros (consultado em 25/10/2026)
  • Portaria n.º 307/2023 — tabela de taxas da AIMA pelos procedimentos da lei de estrangeiros — Diário da República e AIMA (consultado em 25/10/2026)
  • Autorização de residência para atividade profissional subordinada com visto de residência — AIMA (consultado em 25/10/2026)
  • Resolução n.º 228/2016, art. 18.º — apostila de Haia — Conselho Nacional de Justiça (consultado em 25/10/2026)
  • Lei n.º 23/2007 — lei de estrangeiros, versão consolidada (arts. 52.º, 58.º, 75.º e 98.º) — Diário da República (consultado em 25/10/2026)

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