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Para fazer faculdade em Portugal, o brasileiro passa por duas portas: a vaga na instituição e o visto de estudante. Neste guia, você vê como funciona a candidatura como estudante internacional, quanto pesa a propina e como tudo se encadeia até o embarque.
Se a sua família quer apoio jurídico do pedido do visto até o título de residência, conheça a assessoria para vistos de Portugal do escritório em Lisboa.
Assessoria jurídica
A faculdade em Portugal começa por um visto bem preparado
Revisamos a carta de admissão, os documentos da família e o calendário do pedido na VFS, para o estudante embarcar a tempo das aulas.
Quero ajuda com o vistoConteúdo
ToggleDá para fazer faculdade em Portugal sendo brasileiro?
Dá, e o caminho é bem definido. O brasileiro que conclui o ensino médio pode se candidatar a uma licenciatura, nome que Portugal dá à graduação, como estudante internacional, e depois pedir o visto de estudante com a carta de admissão.
Licenciatura é a graduação
A licenciatura portuguesa segue o modelo de Bolonha e muitas vezes é mais curta do que a graduação equivalente no Brasil. Depois dela vêm o mestrado e o doutoramento, o nome português do doutorado, que também podem ser feitos no país.
Primeiro a vaga, depois o visto
A ordem não muda: primeiro a instituição aceita o candidato, depois o consulado analisa o visto. Sem a carta de admissão, não há pedido de visto de estudante, e por isso o calendário da candidatura manda em todo o resto.
Resumo: as etapas até a faculdade em Portugal
O caminho do estudante brasileiro tem etapas encadeadas, cada uma decidida por uma entidade diferente:
| Etapa | O que acontece | Quem decide |
|---|---|---|
| Candidatura | Concurso especial do estudante internacional ou convênio com o ENEM | Instituição de ensino |
| Admissão | Carta de admissão e matrícula | Instituição de ensino |
| Visto de estudo | Pedido presencial na VFS, taxa de €110, decisão em até 60 dias | Consulado (MNE) |
| Chegada | Quatro meses para pedir a autorização de residência | Estudante |
| Título de residência | Três anos renováveis, ou o prazo do curso | AIMA |
A tabela mostra por que a pressa não resolve: o consulado só entra depois que a instituição decidiu. Quanto mais cedo sair a carta de admissão, mais folga a família tem para os documentos e para o agendamento.
O que é o estatuto do estudante internacional?
É o regime que as instituições portuguesas de ensino superior aplicam aos candidatos de fora da União Europeia, incluindo o brasileiro. Ele define como o estudante se candidata, a que vagas concorre e que propina paga ao longo do curso.
Um concurso próprio
Em vez do concurso nacional de acesso, que serve aos alunos que fizeram o ensino secundário em Portugal, o estudante internacional entra por um concurso especial. Cada instituição define as vagas, os requisitos, as provas aceites e o calendário das fases.
O que muda na prática
Para você e a sua família, a consequência mais visível é a propina, em regra mais alta do que a dos alunos nacionais e fixada por cada instituição. A outra é o calendário: as candidaturas internacionais costumam abrir e fechar bem antes do início das aulas.
Como funciona a candidatura no concurso especial?
A candidatura é feita diretamente à instituição, quase sempre numa plataforma própria, e não por um sistema central. Isso dá liberdade de escolha, mas obriga você a acompanhar prazos diferentes em cada universidade ou politécnico a que se candidatar.
Documentos que as instituições costumam pedir
Os pedidos variam, mas a maioria das instituições trabalha com uma base parecida. Antes de pagar a taxa de candidatura, confira no edital o que a instituição exige de você:
- Documento de identificação, em geral o passaporte.
- Certificado de conclusão do ensino médio e histórico escolar.
- Resultado do ENEM ou das provas que a instituição aceita.
- Prova de conhecimento da língua, quando o curso não é em português.
- Comprovativo do pagamento da taxa de candidatura.
Fases e resultados
Muitas instituições abrem mais de uma fase de candidatura, com vagas que sobram de uma fase para a outra. Se você precisa de visto, a primeira fase é a mais segura, porque deixa tempo para a carta de admissão, os documentos e os 60 dias do consulado.
Atenção: documentos escolares brasileiros usados na candidatura e depois no visto podem precisar de apostila. Peça a apostila logo que você tiver os originais, porque o cartório e o calendário da instituição raramente andam no mesmo ritmo.
Universidade ou politécnico: qual escolher?
O ensino superior português tem dois subsistemas, o universitário e o politécnico. Os dois oferecem licenciaturas e mestrados reconhecidos, e a escolha deve partir do curso e da carreira, e não da ideia de que um vale mais do que o outro.
Universidade
As universidades têm uma formação mais teórica e ligada à investigação, e são elas que concentram os doutoramentos. Cursos como Medicina e Direito estão no ensino universitário, e a concorrência por vaga costuma ser maior nas instituições mais conhecidas.
Politécnico
Os politécnicos têm uma formação mais aplicada e próxima do mercado de trabalho, com muitos cursos em engenharia, gestão, saúde e tecnologia. Também oferecem os CTeSP, cursos técnicos superiores que têm regras próprias de visto.
Para o visto, os dois valem
Uma licenciatura num politécnico é ensino superior para a Lei de Estrangeiros, tal como numa universidade. O pedido é o mesmo visto de residência para estudo, com os mesmos documentos e a mesma dispensa da prova de meios para o brasileiro admitido.
Dá para entrar com a nota do ENEM?
Em muitas instituições, sim. O INEP mantém convênios com dezenas de instituições portuguesas que aceitam o ENEM na seleção, e cada uma fixa a nota mínima, as áreas de conhecimento que contam e as regras de uso do resultado.
A lista muda de ano para ano
Os convênios são renovados e a lista de instituições varia, por isso consulte a página oficial do INEP e o edital da instituição antes de se candidatar. O texto sobre estudar em Portugal com a nota do ENEM mostra como o resultado vira carta de admissão.
Quando a instituição não aceita o ENEM
Algumas instituições ou cursos usam provas próprias, entrevistas ou a análise do histórico escolar. Nesses casos, o calendário pode ser mais longo, e convém começar pela instituição que tem o processo mais lento.
Quanto custam as propinas para o estudante internacional?
Propina é o nome português da anuidade cobrada pela instituição, que muitas famílias comparam à mensalidade da faculdade particular no Brasil. Para o estudante internacional, ela é fixada por cada instituição e costuma ser bem mais alta do que a dos alunos nacionais.
Como comparar instituições
No site de cada instituição, você encontra o valor da propina do estudante internacional para o curso escolhido, a forma de pagamento em prestações e as regras de desconto. Instituições públicas e privadas seguem tabelas diferentes, e o mesmo curso pode variar bastante entre cidades.
O orçamento vai além da propina
Alojamento, alimentação, transporte e material pesam tanto quanto a propina. O custo de vida muda muito de cidade para cidade, e os artigos sobre cidades baratas para viver em Portugal e cidades mais caras de Portugal ajudam a comparar.
O texto sobre quanto custa estudar em Portugal junta propinas, custo de vida e o valor exigido no visto. O melhor é você montar a conta dos anos de curso inteiros, e não só do primeiro ano.

Calendário: da candidatura ao visto de estudante
O ano letivo português começa por volta de setembro, e o visto tem de estar pronto antes disso. Contando de trás para a frente, você consegue ver onde estão os pontos de aperto. Uma sequência realista é esta:
- Escolha dos cursos e das instituições, com os editais em mãos.
- Candidatura na primeira fase, com ENEM ou provas aceites.
- Carta de admissão e, quando a instituição pede, pré-matrícula.
- NIF, alojamento e certificado PB4 ou seguro.
- Registo criminal e autorização dos pais apostilados, quando for o caso.
- Agendamento e entrega do pedido na VFS.
- Decisão do consulado em até 60 dias e viagem.
O visto tem de sair no Brasil
Desde 11 de setembro de 2026, com a Lei 62/2026, acabou a possibilidade de entrar como turista e pedir a residência de estudante em Portugal. Se você perder o prazo do visto, não há como resolver a situação depois de chegar.
A entrega na VFS
Desde 17 de abril de 2026, o pedido é presencial na VFS Global, com reconhecimento facial no agendamento. Há centros em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Recife e Curitiba, entre outros, e o estudante comparece em pessoa.
Antes do agendamento, convém tratar do NIF, que o contrato de alojamento costuma exigir, e preparar a conta bancária. Os passos estão nos guias de como obter o NIF em Portugal e de como abrir conta bancária em Portugal.
Assessoria jurídica
Filho a caminho da faculdade em Portugal?
A equipe organiza o pedido do jovem, inclusive com 17 anos, com autorização dos pais, apostilas e prova de alojamento em ordem antes do agendamento.
Quero a revisão do pedidoO que o consulado pede ao calouro brasileiro?
O visto do calouro é o visto de residência para estudo, porque a licenciatura dura mais de um ano. A lista completa está no texto sobre documentos do visto de estudante; aqui ficam os pontos que mais pesam para quem sai do ensino médio.
A carta de admissão
A lei pede que o estudante do superior prove que foi aceite ou que cumpre as condições de admissão. A carta deve trazer o nome do estudante, o curso, a instituição e o ano letivo, porque é ela que justifica o visto diante do posto consular.
Meios: a dispensa que favorece o brasileiro
Segundo o MNE, os nacionais da CPLP admitidos no ensino superior estão dispensados da prova de meios no visto. O guia de comprovação financeira explica a regra geral e mostra o que a AIMA volta a pedir depois.
Seguro e alojamento
O seguro de viagem pode ser dispensado com o certificado PB4, do acordo de saúde entre Brasil e Portugal, e a lei pede seguro de saúde ou equivalente para a estada. O alojamento pode ser uma residência universitária, um arrendamento ou a casa de quem acolhe o estudante.
Quando o jovem vai morar com parentes ou amigos da família, quem acolhe costuma assinar um termo de responsabilidade. O texto sobre a carta-convite para Portugal mostra como redigir esse documento sem erros que travam o pedido.
Filho com 17 anos: o que muda no pedido?
É comum o estudante terminar o ensino médio e embarcar ainda com 17 anos. O visto continua a ser o do ensino superior, mas a idade acrescenta documentos, e eu vejo no escritório famílias que só descobrem isso na semana do agendamento.
Autorização de viagem dos pais
Se o menor não viaja com os dois pais, o MNE pede autorização de viagem com assinatura reconhecida e apostila, ou decisão judicial, e o documento de identidade dos pais. O requerimento do visto é assinado por quem tem a responsabilidade parental.
Registo criminal aos 17 anos
Só os menores de 16 anos estão isentos do registo criminal. Com 17 anos, o estudante apresenta a certidão de antecedentes criminais com apostila, como qualquer adulto, e isso deve entrar no calendário dos documentos.
Atenção: o MNE aceita uma só autorização de viagem por menor. Redija-a de forma que cubra a viagem e a estada para estudo, e confira os dados do passaporte antes de reconhecer a assinatura no cartório.
Os detalhes do pedido de quem ainda é menor estão no texto sobre o visto de estudante para menor de idade, que trata também do ensino médio feito em Portugal.

O primeiro ano em Portugal: AIMA, notas e trabalho
O visto de residência dá quatro meses de estada e duas entradas. Nesse prazo, o estudante pede na AIMA a autorização de residência de estudante do ensino superior, com a matrícula, as propinas pagas quando houver, os meios e o SNS ou um seguro de saúde.
Três anos de título, com renovação
A autorização do estudante do superior vale três anos, renováveis, ou o prazo do curso, se for menor. A AIMA decide em até 90 dias, ou 60 se a instituição estiver na lista das aprovadas, e pode pedir documentos com dez dias de prazo.
As notas contam para o visto
A lei permite recusar a renovação por falta de aproveitamento nos estudos. Para o calouro, que muda de país, de sistema de ensino e de rotina ao mesmo tempo, o primeiro ano é o que mais pede atenção às avaliações.
Trabalhar durante a licenciatura
O estudante pode trabalhar, desde que o trabalho seja complementar aos estudos, e a lei não fixa limite de horas. As regras e os cuidados estão no texto sobre se o estudante pode trabalhar em Portugal.
Erros das famílias ao planejar a faculdade em Portugal
Os erros mais frequentes não têm a ver com a escolha do curso, mas com a ordem das etapas. Estes são os que mais atrasam o embarque:
- Deixar a candidatura para a última fase e ficar sem tempo para o visto.
- Contar só com a propina e esquecer o custo de vida da cidade.
- Esquecer a autorização dos pais quando o estudante tem 17 anos.
- Fechar o alojamento sem um documento que sirva de prova no pedido.
- Comprar a passagem antes da decisão do consulado.
Planejar com um ano de antecedência
Eu recomendo que você e a família comecem a olhar os editais no início do último ano do ensino médio. Assim, a escolha das instituições, o ENEM e os documentos andam juntos, e o visto deixa de ser uma corrida contra o prazo.
Faculdade em Portugal: por onde começar
O primeiro passo é você montar a lista de cursos e instituições, com os editais do estudante internacional. O guia do visto de estudante em Portugal reúne as regras comuns a todos os cursos, do ensino médio ao doutorado.
E depois da licenciatura?
Muitos estudantes seguem para o mestrado em Portugal. No fim do curso, a lei dispensa o visto para trabalhar e dá um ano para procurar trabalho ou criar empresa, mas isso é perspectiva, e não o objetivo do pedido de estudante.
Se você quer que um advogado revise o pedido do estudante, a assessoria para vistos de Portugal acompanha a família do agendamento na VFS até o título na AIMA, com cada documento no lugar.
Perguntas frequentes
A seguir, as respostas às dúvidas mais comuns de quem quer fazer faculdade em Portugal.
Brasileiro pode fazer faculdade em Portugal?
Pode. O brasileiro que concluiu o ensino médio se candidata como estudante internacional, recebe a carta de admissão e pede o visto de residência para estudo no Brasil, antes da viagem, na VFS Global.
Preciso de visto para fazer faculdade em Portugal?
Sim. Desde a Lei 62/2026, o visto de estudo tem de ser pedido no Brasil antes da viagem; acabou a via de entrar como turista e pedir a residência de estudante em Portugal. A taxa é de €110.
Dá para entrar numa faculdade portuguesa com o ENEM?
Sim, em dezenas de instituições com convênio com o INEP. Cada instituição fixa a nota mínima e as regras de uso do resultado, por isso consulte o edital e a lista oficial do INEP antes de se candidatar.
O estudante de 17 anos pode pedir o visto para a faculdade?
Pode. Se não viaja com os dois pais, precisa de autorização de viagem com assinatura reconhecida e apostila, e o requerimento é assinado por quem tem a responsabilidade parental. Aos 17 anos, o registo criminal é exigido.
Quanto custa a propina de uma faculdade em Portugal para brasileiro?
Cada instituição fixa a propina do estudante internacional, em regra mais alta do que a dos alunos nacionais. Consulte o valor do curso no site da instituição e some alojamento e custo de vida da cidade.

Quem escreve
Rodrigo Maranhão
Sou advogado inscrito no Brasil, em Portugal e na Espanha. Na Vilanova Maranhão Advogados, em Lisboa, acompanho brasileiros que querem morar em Portugal ou na Espanha. Também conheço essa realidade como imigrante: vivo na Europa há quase dez anos.
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Assessoria do visto ao título de residência
Do pedido no Brasil à autorização de residência na AIMA e às renovações durante a licenciatura, a família tem orientação jurídica em cada etapa.
Falar sobre a faculdade em PortugalFontes oficiais consultadas
- Documentação instrutória dos vistos de residência — MNE (consultado em 25/10/2026)
- Menores — MNE (consultado em 25/10/2026)
- Meios de subsistência — MNE (consultado em 25/10/2026)
- Emolumentos dos vistos nacionais — MNE (consultado em 25/10/2026)
- Prazos dos vistos nacionais — MNE (consultado em 25/10/2026)
- Lei n.º 23/2007 (Lei de Estrangeiros), versão consolidada — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Lei n.º 62/2026, de 10 de setembro — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Centros de pedido de visto para Portugal no Brasil — VFS Global (consultado em 25/10/2026)