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Quem procura requisitos visto D1 Portugal quer saber se pode pedir o visto de trabalho com o que já tem. A resposta depende de dois blocos: o vínculo com uma empresa portuguesa e as condições gerais que valem para todos os vistos de residência.
Se você quer um advogado do início ao fim, veja como funciona a assessoria para imigração em Portugal do escritório.
Assessoria jurídica
Você cumpre os requisitos do visto D1?
A equipe analisa a sua proposta de trabalho, o registo criminal, os meios da família e a profissão, e diz se o pedido está pronto antes de você pagar taxas e certidões.
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ToggleQuem pode pedir o visto D1?
Pode pedir o visto D1 quem vai trabalhar em Portugal como empregado de uma empresa, com salário e horário definidos pelo empregador. O nome oficial é visto de residência para exercício de atividade profissional subordinada, previsto no artigo 59.º da lei de estrangeiros.
O visto é pedido no Brasil, antes da mudança, no consulado ou no centro de vistos da sua área. Ele serve para entrar em Portugal e, já no país, pedir à AIMA a autorização de residência que permite morar e trabalhar.
Qualquer profissão serve
O D1 não escolhe profissões. Pode ser usado por cozinheiros, pedreiros, motoristas, cuidadores, operadores de armazém, recepcionistas ou analistas. O que a lei exige é um vínculo real de trabalho, e não um nível mínimo de formação.
Quem deve olhar para outro visto
Quem vai abrir empresa ou trabalhar por conta própria tem um visto próprio, o visto D2. Quem trabalha à distância para empresas de fora do país deve ver o visto para nômade digital.
Resumo: os requisitos do visto D1
A tabela reúne todos os requisitos do visto D1 em 2026, com a base legal de cada um. Os detalhes de cada linha estão nas secções seguintes, na mesma ordem em que o consulado costuma conferir o pedido.
| Requisito | O que é pedido | Base |
|---|---|---|
| Vínculo com o empregador | Contrato, promessa de contrato ou manifestação individualizada de interesse | Lei 23/2007, art. 59.º, n.º 5 |
| Meios de subsistência | Calculados a partir do salário mínimo português; podem vir do contrato | Portaria 1563/2007 |
| Registo criminal | Certificado com apostila, sem condenação por crime grave | Lei 23/2007, art. 52.º, n.º 3 |
| Passaporte | Válido por mais três meses além da estada prevista | Lei 23/2007, art. 52.º |
| Seguro de viagem | Dispensável para brasileiros pelo acordo de saúde | MNE |
| Proibição de entrada | Não estar afastado de Portugal nem indicado no Sistema Schengen | Lei 23/2007, art. 52.º |
| Profissão regulamentada | Comprovativo de habilitação, se for o caso | MNE |
Repare no que não está na tabela: diploma, teste de língua portuguesa, salário mínimo próprio do visto e passagem de volta. Nenhum desses pontos é requisito do D1, embora apareçam com frequência em textos desatualizados na internet.
Quais são os requisitos específicos do visto D1?
O requisito que distingue o D1 dos outros vistos é a ligação com o empregador. O artigo 59.º, n.º 5, prevê duas formas de a provar, e você precisa de uma delas para o pedido ser aceito no consulado.
Contrato ou promessa de contrato
A forma mais comum é apresentar um contrato de trabalho ou uma promessa de contrato assinados pela empresa. O documento deve trazer a função, o salário, o horário, o local de trabalho e a data prevista de início, com a assinatura de quem representa o empregador.
A promessa é muito usada porque a data de início depende do visto. Ela compromete a empresa a contratar você quando chegar e tem, para o consulado, o mesmo valor do contrato definitivo, desde que seja clara e completa.
Manifestação individualizada de interesse
A segunda forma serve para quem tem qualificações reconhecidas para uma das atividades com ofertas no sistema do IEFP. Nesse caso, basta uma manifestação de interesse do empregador dirigida a você pelo nome, com a função e a intenção concreta de contratar.
Atenção: não confunda essa manifestação com a antiga «manifestação de interesse» que servia para quem já estava em Portugal. Essa via acabou e não tem nenhuma relação com o pedido de visto D1 feito no Brasil.
Profissão regulamentada
Se a sua profissão exige inscrição numa ordem ou autorização em Portugal, como enfermagem, medicina ou engenharia, o MNE pede o comprovativo de habilitação. Esse reconhecimento leva tempo e deve começar antes de a empresa assinar a promessa de contrato.
Os requisitos gerais que o consulado confere
Além do vínculo com o empregador, o artigo 52.º da lei de estrangeiros fixa as condições comuns a todos os vistos de residência. O consulado confere cada uma delas, e a falta de qualquer uma pode levar à recusa do pedido.
Os requisitos gerais são estes:
- não ter sido afastado de Portugal nem estar no período de proibição de entrada;
- não estar indicado no Sistema de Informação Schengen para recusa de entrada;
- ter meios de subsistência suficientes, nos termos da portaria;
- ter passaporte válido por mais três meses além da estada prevista;
- ter seguro de viagem ou o certificado do acordo de saúde entre Brasil e Portugal;
- não ter condenação por crime punível em Portugal com prisão superior a um ano.
Os menores de idade que viajam sem os dois pais precisam ainda de uma autorização de viagem com assinatura reconhecida. Esse ponto pesa sobretudo quando a família viaja em datas diferentes.

Quanto dinheiro preciso ter para o visto D1?
Os meios de subsistência são calculados pela Portaria n.º 1563/2007, que usa como referência o salário mínimo português. Em 2026, ele é de 920 € brutos por mês, e a portaria manda considerar o valor líquido das contribuições para a segurança social.
Como fazer a conta
Descontados os 11 % de contribuições do trabalhador, a referência fica em cerca de 819 € por mês para o primeiro adulto. Para cada adulto a mais, somam-se 50 % desse valor, e para cada filho menor ou maior a cargo, 30 %.
Na prática, um casal com dois filhos precisa mostrar cerca de 1.720 € por mês. Os valores são uma referência para planear o pedido: o consulado avalia o conjunto, incluindo o salário previsto e outras fontes de rendimento que você comprove.
O salário do contrato conta
No D1, o MNE manda considerar os meios que vêm do contrato ou da promessa de contrato. Também aceita um termo de responsabilidade, com assinatura reconhecida, da entidade que se compromete a acolher o trabalhador em Portugal.
Eu recomendo juntar também extratos bancários recentes quando a família vai junto ou quando o salário fica perto do mínimo. Uma reserva para os primeiros meses reforça o pedido e dá tranquilidade até o primeiro salário cair na conta.

Existe um salário mínimo para o visto D1?
Não. Ao contrário do visto D3, que exige um salário acima de um limiar fixado na lei, o D1 não tem um valor mínimo próprio. O contrato apenas precisa respeitar a lei do trabalho portuguesa, que proíbe pagar abaixo do salário mínimo.
Na prática, um contrato a tempo inteiro com salário de 920 € cumpre a lei. Mas, se a família vai junto, o salário tem de cobrir os meios de todos, e um valor baixo pode obrigar a juntar poupanças ou outras fontes de rendimento.
Se você tem diploma superior e uma proposta com salário mais alto, vale comparar com o visto D3, que tem decisão mais rápida e regras mais favoráveis para a família.
O visto D1 precisa de passagem de volta?
Não. É uma das dúvidas mais pesquisadas, e a resposta está no artigo 52.º, n.º 2, da lei de estrangeiros. O bilhete de regresso só é exigido nos vistos de estada temporária, de procura de trabalho e de curta duração.
Como o D1 é um visto de residência, feito para quem vai morar em Portugal, a lei não pede passagem de volta. Basta a passagem de ida, que você pode comprar depois de o visto ser concedido, sem arriscar dinheiro antes da decisão.
Alguns centros de vistos pedem a reserva da viagem no checklist. Se isso acontecer no seu caso, uma reserva sem pagamento costuma bastar. O que não faz sentido é comprar uma passagem de ida e volta por receio de recusa.
Que crimes impedem o visto D1?
A lei manda recusar o visto a quem tenha sido condenado por crime que, em Portugal, seja punível com pena de prisão superior a um ano. A regra vale mesmo quando a pena foi suspensa ou substituída por outra medida.
O certificado que o consulado pede
Você precisa apresentar o certificado de antecedentes criminais do Brasil, ou do país onde morou mais de um ano, com apostila. Menores de 16 anos estão dispensados. Confira a validade do certificado antes do agendamento.
Quando analisar o caso antes
Se você tem algum processo, condenação antiga ou registo que não sabe avaliar, vale uma análise jurídica antes de pagar taxas e pedir certidões. Nem toda condenação impede o visto, mas a conta depende da pena prevista em Portugal.
A lei exige diploma, idioma ou idade?
Não. A lei do visto D1 não exige diploma, não pede teste de língua portuguesa e não fixa idade mínima ou máxima para o trabalhador. Para brasileiros, o português já resolve a comunicação, e os documentos em regra dispensam tradução.
O diploma só entra no pedido em duas situações: quando a profissão é regulamentada em Portugal e quando você usa a manifestação individualizada de interesse, que depende de qualificações reconhecidas. Fora desses casos, a experiência pesa mais na contratação do que no visto.
Ainda assim, a idade e a formação contam na hora de a empresa decidir contratar. Um currículo claro, com funções e tempo em cada emprego, ajuda a conseguir a promessa de contrato que abre o caminho para o visto.
Quais são os requisitos para a família?
O cônjuge, os filhos e outros familiares previstos na lei podem pedir o visto de acompanhamento ao mesmo tempo que você pede o D1. Cada familiar tem os seus próprios requisitos, além dos seus.
Para a família, o MNE pede:
- prova dos laços familiares, como certidão de casamento ou de nascimento com apostila;
- passaporte, fotografias e requerimento de cada familiar;
- registo criminal dos maiores de 16 anos;
- meios de subsistência para todos durante 12 meses, ou durante a estada, se for menor.
Se a família não for junto, o caminho passa a ser o reagrupamento familiar, que exige dois anos de residência. O guia sobre morar em Portugal com família ajuda a planear a mudança de todos.
Assessoria jurídica
Pedido de visto D1 preparado por advogados
Conferimos cada requisito, revemos a promessa de contrato e organizamos os documentos do Brasil e da família, para o consulado decidir sem pedir nada a mais.
Quero assessoria jurídicaQuais são os erros mais comuns nos requisitos?
A maior parte das recusas e dos atrasos vem de requisitos mal comprovados, e não de requisitos em falta. O consulado decide com base no que está no papel, por isso cada documento precisa provar exatamente o que a lei pede.
Promessa de contrato incompleta
Uma promessa sem salário, sem horário ou sem data de início deixa o consulado sem saber se o emprego é real. Cada dado em falta é um motivo para pedir esclarecimentos, o que atrasa a decisão em semanas.
Meios que não cobrem a família
Quando a família pede o visto junto, o salário precisa cobrir todos. Um contrato de salário mínimo raramente basta para um casal com filhos, e é preciso completar com poupanças comprovadas.
Atenção: não entre em Portugal como turista para tentar cumprir os requisitos depois. O D1 é pedido no Brasil, antes da viagem, e a entrada sem o visto adequado pode prejudicar a sua situação migratória.
Como saber se você cumpre os requisitos?
Se você tem uma proposta concreta, um registo criminal limpo e uma profissão que não depende de reconhecimento, provavelmente cumpre os requisitos do D1. O passo seguinte é transformar cada requisito num documento que prove o que a lei pede.
Quando contratar assessoria
A assessoria faz diferença quando a família vai junto, quando a profissão é regulamentada, quando a promessa de contrato precisa de ajustes ou quando há algum processo no passado. Eu vejo esses casos virarem recusas por detalhes que uma conferência prévia resolveria.
O escritório confere os requisitos, revê a promessa de contrato e organiza os documentos do Brasil e da família. Veja como funciona a assessoria jurídica e contrate a análise do seu caso antes do agendamento.
Leia também: o guia completo do visto de trabalho para Portugal, com o caminho do contrato ao visto, e o texto sobre documentos do visto D1.
Perguntas frequentes
A seguir, respondemos às dúvidas mais comuns sobre os requisitos do visto D1.
Quais são os requisitos do visto D1 para Portugal?
Contrato, promessa de contrato ou manifestação de interesse do empregador, meios de subsistência, registo criminal com apostila, passaporte válido, seguro ou certificado do acordo de saúde e não ter proibição de entrada em Portugal.
Preciso de diploma para o visto D1?
Não. O D1 não exige diploma. Ele só entra no pedido se a profissão for regulamentada em Portugal ou se você usar a manifestação individualizada de interesse, que depende de qualificações reconhecidas para a atividade.
O visto D1 precisa de passagem de volta?
Não. A lei só exige bilhete de regresso nos vistos de estada temporária, de procura de trabalho e de curta duração. O D1 é um visto de residência, e basta a passagem de ida comprada depois da concessão.
Quanto dinheiro preciso para o visto D1?
A referência é o salário mínimo português líquido, cerca de 819 € por mês para o primeiro adulto, mais 50 % por adulto e 30 % por filho. No D1, o salário do contrato conta para essa prova.
Existe salário mínimo para o visto D1?
Não existe um limiar próprio, como no visto D3. O contrato só precisa respeitar a lei do trabalho portuguesa, que não permite pagar abaixo do salário mínimo de 920 € brutos por mês em 2026.
Ter antecedentes criminais impede o visto D1?
Impede quando houve condenação por crime punível em Portugal com prisão superior a um ano, mesmo com pena suspensa. Nos outros casos, vale analisar o registo antes de pagar taxas e certidões.

Quem escreve
Rodrigo Maranhão
Sou advogado inscrito no Brasil, em Portugal e na Espanha. Na Vilanova Maranhão Advogados, em Lisboa, acompanho brasileiros que querem morar em Portugal ou na Espanha. Também conheço essa realidade como imigrante: vivo na Europa há quase dez anos.
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Análise dos requisitos, revisão do contrato, pedido no consulado, vistos da família e acompanhamento na AIMA, com advogados inscritos em Portugal e no Brasil e escritório em Lisboa.
Contratar a assessoriaFontes oficiais consultadas
- Lei n.º 23/2007 — lei de estrangeiros, versão consolidada (arts. 52.º, 58.º, 59.º e 98.º) — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Portaria n.º 1563/2007 — meios de subsistência — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Decreto-Lei n.º 139/2025 — retribuição mínima mensal garantida de 2026 — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Documentação instrutória dos vistos nacionais — Ministério dos Negócios Estrangeiros (consultado em 25/10/2026)