Rodrigo Maranhão
Por Rodrigo MaranhãoAdvogado em Lisboa · Atualizado em 25/10/2026
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O valor do visto nômade digital em 2026, em taxas oficiais, é de 110 € no consulado e de 159,20 € na AIMA para brasileiros. A essas taxas somam-se o serviço da VFS e os documentos tirados no Brasil.

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Quer saber o custo do seu caso?

A equipe faz a conta com você: taxas do consulado e da AIMA, documentos no Brasil e família, antes de você marcar a VFS.

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Quanto custa o visto nômade digital em 2026?

O custo divide-se em duas taxas oficiais e alguns gastos à volta delas. A primeira taxa paga-se no pedido do visto, no Brasil; a segunda, na AIMA, quando você já está em Portugal e pede a autorização de residência.

As duas taxas oficiais

O Ministério dos Negócios Estrangeiros cobra 110 € pelo tratamento do pedido de visto nacional. A AIMA cobra, ao brasileiro, 99,80 € pela receção e análise do pedido de autorização e 59,40 € pelos impressos e pelo título.

O que fica fora das taxas

Ficam fora o serviço da VFS, que recebe os pedidos no Brasil, e os documentos tirados em cartório. Também ficam fora a viagem, o alojamento e o dinheiro que você precisa de ter na conta para mostrar a renda.

Resumo: os custos do D8 em números

A tabela junta os valores oficiais para um brasileiro adulto em 2026, com a tabela da AIMA atualizada em fevereiro:

EtapaQuem cobraValor em 2026
Pedido do visto nacionalConsulado (Ministério dos Negócios Estrangeiros)110 €
Atendimento na VFSPrestador de serviço externoTaxa própria, no site da VFS
Receção e análise da autorizaçãoAIMA99,80 €
Impressos e título de residênciaAIMA59,40 €
Emissão urgente do título (opcional)AIMA47,80 € a mais
Total das taxas oficiais, sem urgênciaConsulado e AIMA269,20 €

Os valores da AIMA já incluem a redução de 25% que a tabela aplica ao atendimento presencial enquanto o canal digital não estiver disponível. Se a regra mudar, os números mudam também.

Quanto custa a taxa do consulado?

A página de emolumentos do Ministério dos Negócios Estrangeiros fixa em 110 € a taxa pelo tratamento administrativo de um pedido de visto nacional. O D8 é um visto nacional, por isso entra nessa regra.

Quem não paga a taxa

A mesma página lista as isenções. As que mais interessam a famílias de profissionais de tecnologia são estas:

  • crianças até os 6 anos de idade;
  • descendentes de titulares de autorização de residência, pelo reagrupamento familiar;
  • bolseiros do Estado português;
  • pedidos para investigação altamente qualificada.

A taxa é por pessoa

Cada pessoa da família faz o seu pedido de visto, e cada pedido paga a sua taxa, salvo as isenções. Um casal sem filhos paga, portanto, duas vezes os 110 € no consulado, mesmo que entregue os dois pedidos no mesmo dia.

Atenção: a taxa paga o tratamento do pedido e não garante o visto. Se o pedido for recusado ou tiver de ser refeito por falta de documentos, você paga de novo no novo pedido.

A VFS cobra à parte?

Sim. No Brasil, os pedidos de visto nacional são entregues na VFS, empresa a quem Portugal delegou a receção dos pedidos. A VFS cobra uma taxa de serviço própria, além dos 110 € do consulado, e o valor aparece no site dela.

Onde fica a VFS no Brasil

Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a VFS atende em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Quem mora longe dessas cidades deve somar a viagem e, às vezes, uma noite de hotel no dia da entrega.

Serviços opcionais

A VFS oferece serviços extra, como atendimento mais confortável ou envio do passaporte pelo correio. São opcionais e não mudam a análise do pedido. Escolha só o que faz diferença para você, como o envio do passaporte quando mora longe.

Quanto custa a autorização de residência na AIMA?

Depois de entrar em Portugal com o visto, você pede a autorização de residência na AIMA. Pela tabela de taxas da Portaria 307/2023, o brasileiro paga 159,20 € no total: 99,80 € de receção e análise e 59,40 € de impressos e título.

A isenção dos brasileiros

A tabela isenta da taxa de concessão da autorização de residência os cidadãos dos países da CPLP, exceto Timor-Leste, e o Brasil está na lista. Quem tem essa isenção paga apenas a receção e análise do pedido e os impressos e o título.

Para comparar, quem não tem a isenção paga a taxa de concessão de 85,80 € em vez dos impressos, e o total sobe para 185,60 €. A diferença é pequena, mas aparece em cada pessoa da família.

O pedido urgente

A tabela prevê a emissão urgente do título, até o segundo dia útil depois da decisão, por mais 47,80 €. A urgência acelera a emissão do cartão depois de o pedido ser deferido, mas não a análise do pedido em si.

Família organizando os documentos e os custos do visto
As taxas oficiais são a menor parte da conta; o pedido refeito é o que mais pesa.

Quando se paga cada taxa?

As taxas não são pagas todas de uma vez. Elas seguem as etapas do processo, e entre a primeira e a última podem passar alguns meses. Saber a ordem ajuda você a organizar o dinheiro sem sustos.

No Brasil, no dia da VFS

A taxa do consulado e a taxa de serviço da VFS são pagas na entrega do pedido, no Brasil. Nesse momento você também já pagou os documentos: registo criminal, Apostila, certidões da família e as fotografias do pedido.

Em Portugal, no agendamento da AIMA

As taxas da AIMA são pagas no pedido da autorização de residência, que você faz depois de entrar em Portugal com o visto. O visto de residência vale por quatro meses e duas entradas, e o pedido na AIMA tem de caber nesse período.

Eu costumo sugerir que você separe o valor da AIMA logo no início do processo. Assim, quando a data do agendamento chegar, o dinheiro já está reservado e não disputa espaço com a caução da casa.

O visto de estada temporária custa menos?

O visto de estada temporária para trabalho remoto também é um visto nacional, por isso paga a mesma taxa de 110 € no consulado. A diferença está no que vem depois, e não no pedido em si.

Sem autorização de residência

Quem entra com o visto de estada temporária não pede a autorização de residência na AIMA, porque esse visto não leva a ela. Você poupa as taxas da AIMA, mas também não ganha o título de residência nem o tempo que ele conta.

Quando compensa

Para quem quer passar alguns meses em Portugal e voltar, a estada temporária pode bastar. Para quem quer ficar, o visto de residência é o caminho, e a poupança inicial perde o sentido se você tiver de recomeçar o pedido mais tarde.

Quanto custa levar a família?

Cada membro da família paga as suas próprias taxas, no consulado e na AIMA, salvo as isenções. Por isso, o custo de uma família cresce com o número de pessoas, e as crianças pequenas pesam menos na conta.

Um exemplo com números

Imagine a Juliana, engenheira de software, que vai com o marido e um filho de 4 anos. No consulado, ela e o marido pagam 110 € cada, e o filho fica isento pela idade. Na AIMA, cada um dos três paga 159,20 €.

A conta das taxas oficiais da família fica em 697,60 €: 220 € no consulado e 477,60 € na AIMA. A esse valor somam-se a taxa da VFS para cada pedido e os documentos de cada um.

A família que vai depois

Se a família for depois, pelo reagrupamento familiar, os filhos de quem já tem autorização ficam isentos da taxa do consulado. O guia sobre reagrupamento familiar em Portugal explica como funciona esse pedido.

Quanto custam os documentos tirados no Brasil?

Os documentos do D8 têm custos que variam de estado para estado e de cartório para cartório. Por isso, não há um número único, e a melhor forma de prever o gasto é listar os documentos antes de começar.

Registo criminal com Apostila

O Ministério dos Negócios Estrangeiros pede o registo criminal do país de origem, ou do país onde você mora há mais de um ano, com a Apostila da Haia. A Apostila é feita em cartório, e o valor segue a tabela de emolumentos do estado.

Certidões da família

Quem leva cônjuge e filhos junta certidões de casamento e de nascimento, também com Apostila. Peça as certidões em inteiro teor e com antecedência, porque alguns cartórios demoram dias a emitir e cada certidão tem o seu custo.

Traduções

Para brasileiros, a maior parte dos documentos já está em português. A tradução costuma aparecer quando o contrato ou a declaração vem de uma empresa estrangeira em inglês. Nesse caso, eu prefiro perguntar ao posto consular antes de traduzir.

Preciso pagar seguro de viagem?

A lista geral de documentos do Ministério dos Negócios Estrangeiros pede seguro de viagem, mas diz que ele pode ser dispensado quando há acordo entre os países, dando como exemplo o Brasil e o certificado PB4.

Quando o seguro privado faz sentido

Mesmo com o PB4, muita gente contrata um seguro de saúde privado para os primeiros meses, até ter acesso pleno ao Serviço Nacional de Saúde. É uma escolha de conforto, e não uma taxa do visto.

O seguro no pedido da AIMA

A página da AIMA sobre a autorização para atividade remota lista o passaporte, o visto, a declaração do empregador ou dos clientes e o comprovativo de alojamento. O seguro não aparece nessa lista de documentos.

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Pedido certo à primeira

O pedido refeito é o custo mais caro. Montamos o dossiê do D8 com a renda, os contratos e os documentos da família, para não pagar duas vezes.

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Quanto dinheiro preciso ter além das taxas?

As taxas são a parte menor da conta. O que pesa mais é a renda que você precisa de provar e o dinheiro para se instalar em Portugal nos primeiros meses, antes de a rotina se organizar.

A renda mínima

O D8 exige uma média de 3.680 € por mês nos três meses anteriores ao pedido. Não é um valor a pagar, mas um valor a provar. Quem leva família mostra também meios de 460 € por adulto e 276 € por filho.

O alojamento

A AIMA pede o título de ocupação da casa, como o contrato de arrendamento ou uma declaração de quem o aloja. Arrendar em Portugal costuma exigir caução e rendas adiantadas, e isso entra no orçamento da mudança.

Quem compara o D8 com o visto D7 vê que as taxas oficiais são parecidas. O que muda entre os dois é a origem da renda que você precisa de provar.

Que custos aparecem de surpresa?

Alguns custos só aparecem quando algo sai do plano. Os mais comuns em profissionais de tecnologia estão na lista abaixo, e quase todos podem ser evitados com preparação:

  • pedido refeito no consulado, com nova taxa de 110 € e nova taxa da VFS;
  • documentos vencidos por atraso no agendamento, que obrigam a tirar tudo de novo;
  • segunda via do título, que custa metade da taxa de emissão;
  • entrega presencial do título, que a tabela da AIMA fixa em 29,90 €.

O pedido refeito

O custo mais alto não está em nenhuma tabela. Um pedido recusado por falta de prova de renda ou por uma declaração fraca do empregador obriga a pagar tudo de novo e atrasa a mudança em meses.

Documentos que perdem a validade

Quando o agendamento demora, o registo criminal e os extratos dos três últimos meses podem deixar de servir. Tirar de novo o registo, pagar outra Apostila e atualizar os extratos custa tempo e dinheiro, sobretudo se a família inteira estiver no pedido.

A forma de evitar esse gasto é tirar os documentos com prazo curto só depois de ter a data da VFS marcada. Assim, você paga cada documento uma única vez e chega ao atendimento com tudo dentro do prazo.

Atenção: os valores da AIMA mudam quando a tabela é atualizada ou quando o canal digital começar a funcionar. Antes de pagar, confira a tabela em vigor no dia do seu agendamento.

Costa da ilha da Madeira
Na AIMA, o brasileiro fica isento da taxa de concessão por ser cidadão da CPLP.

Como gastar menos sem correr riscos?

Gastar menos no D8 é, quase sempre, não fazer o pedido duas vezes. Os passos abaixo são os que mais protegem o seu orçamento:

  1. confira a renda dos três últimos meses antes de marcar a VFS;
  2. peça a declaração do empregador com o texto certo desde o início;
  3. tire o registo criminal e as certidões perto da data do pedido;
  4. escolha o visto certo, comparando o D8 com o D3 e o visto de trabalho.

Comparar com outros vistos

Quem tem proposta de uma empresa portuguesa pode ter no visto D3 para profissionais qualificados um caminho melhor. O guia do visto para nômade digital mostra o pedido completo do D8.

Planejar a família desde o início

Decidir cedo se a família vai junto ou depois muda a conta das taxas e dos meios. Veja o guia do reagrupamento familiar do cônjuge antes de marcar os pedidos.

Leia também: o guia do visto de TI para Portugal, o guia completo do visto nômade digital e o texto sobre renda mínima do visto nômade digital.

Perguntas frequentes

A seguir, as respostas às dúvidas mais comuns sobre o custo do visto nômade digital.

Quanto custa o visto nômade digital no consulado?

A taxa do Ministério dos Negócios Estrangeiros para o pedido de visto nacional é de 110 €. Crianças até os 6 anos e descendentes de titulares de autorização pelo reagrupamento familiar estão isentos.

Quanto o brasileiro paga na AIMA pela autorização de residência?

Paga 159,20 €: 99,80 € de receção e análise e 59,40 € de impressos e título. O Brasil está na lista de países da CPLP isentos da taxa de concessão na tabela da AIMA.

A taxa da VFS está incluída nos 110 €?

Não. A VFS cobra uma taxa de serviço própria, além da taxa do consulado. O valor aparece no site da VFS, e os serviços extra, como o envio do passaporte, são opcionais.

Quanto custa o visto nômade digital para uma família?

Cada pessoa paga as suas taxas, salvo as isenções. Um casal com um filho de 4 anos paga 697,60 € em taxas oficiais: 220 € no consulado e 477,60 € na AIMA.

Preciso pagar seguro de viagem para o D8?

O Ministério dos Negócios Estrangeiros admite dispensar o seguro de viagem quando há acordo entre os países e dá o exemplo do Brasil com o certificado PB4. O seguro privado é opcional.

Rodrigo Maranhão, advogado

Quem escreve

Rodrigo Maranhão

Sou advogado inscrito no Brasil, em Portugal e na Espanha. Na Vilanova Maranhão Advogados, em Lisboa, acompanho brasileiros que querem morar em Portugal ou na Espanha. Também conheço essa realidade como imigrante: vivo na Europa há quase dez anos.

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Fontes oficiais consultadas

  • Ministério dos Negócios Estrangeiros: emolumentos dos vistos nacionais (110 € e isenções) (consultado em 25/10/2026)
  • Ministério dos Negócios Estrangeiros: prestadores de serviços externos (VFS no Brasil) (consultado em 25/10/2026)
  • Ministério dos Negócios Estrangeiros: documentação instrutória dos vistos nacionais (consultado em 25/10/2026)
  • AIMA: tabela de taxas (Portaria n.º 307/2023, de 13 de outubro), atualizada a 26/02/2026 (consultado em 25/10/2026)
  • AIMA: autorização de residência para o exercício de atividade profissional prestada de forma remota (consultado em 25/10/2026)
  • DGERT: retribuição mínima mensal garantida para 2026 (Decreto-Lei n.º 139/2025) (consultado em 25/10/2026)

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