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Quem procura visto procura de trabalho qualificado Portugal quer viajar para procurar emprego com tudo em ordem. Em 2026, porém, esse visto ainda não pode ser pedido nos consulados, e o visto D1 é o caminho disponível.
Se você quer um advogado do início ao fim, veja como funciona a assessoria para imigração em Portugal do escritório.
Assessoria jurídica
Não sabe que visto de trabalho pedir?
A equipe analisa o seu perfil e a sua proposta, escolhe o visto certo entre D1, D3 e as outras opções e prepara o pedido completo no consulado.
Contratar análise do meu casoConteúdo
ToggleO visto de procura de trabalho ainda existe?
Existe na lei, mas mudou. A Lei 61/2025, em vigor desde 23 de outubro de 2025, trocou o antigo visto de procura de trabalho, aberto a qualquer pessoa, pelo visto para procura de trabalho qualificado, previsto no artigo 57.º-A da lei de estrangeiros.
A diferença é grande. O visto antigo servia para quem quisesse procurar qualquer emprego. O novo é só para titulares de competências técnicas especializadas, que o Governo tem de definir numa portaria.
O que diz o consulado hoje
A página oficial de vistos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, consultada a 25 de outubro de 2026, diz que este visto está ainda não disponível nos postos consulares portugueses, a aguardar a regulamentação do artigo 57.º-A.
O que isso significa para você
Na prática, hoje não há como pedir o visto de procura de trabalho no Brasil. Quem quer trabalhar em Portugal precisa de outro visto, e o mais comum é o visto D1, com proposta de emprego.
Resumo: procura de trabalho qualificado ou D1
A tabela compara os dois vistos, com base na lei de estrangeiros e na informação do Ministério dos Negócios Estrangeiros em outubro de 2026.
| Ponto | Procura de trabalho qualificado | Visto D1 |
|---|---|---|
| Disponível em 2026 | Não, aguarda portaria | Sim |
| Para quem | Competências técnicas especializadas | Quem tem proposta de emprego |
| Documento central | Prova das competências | Contrato ou promessa de contrato |
| Duração do visto | 120 dias, prorrogáveis por 60 | 4 meses, duas entradas |
| Entradas | Uma | Duas |
| Depois | Residência se começar a trabalhar no prazo | Residência temporária de 2 anos |
A escolha, hoje, é simples: sem a portaria publicada, o visto D1 é a via para quem tem proposta, e o visto D3 é a alternativa para quem é altamente qualificado.
O que mudou do visto antigo para o novo?
O visto de procura de trabalho foi criado em 2022 e, durante três anos, foi usado por muitos brasileiros. A Lei 61/2025 mudou-o de forma profunda, e quem leu sobre ele antes de outubro de 2025 precisa de atualizar a informação.
As principais diferenças entre o regime antigo e o novo, segundo o texto atual do artigo 57.º-A, são estas:
- Antes, qualquer pessoa podia pedir; agora, só quem tem competências técnicas especializadas.
- Antes, servia para procurar qualquer emprego; agora, só atividade altamente qualificada.
- Agora, a lista de competências depende de uma portaria do Governo.
- Agora, quem não encontrar trabalho no prazo tem de esperar um ano para pedir de novo.
Por isso, muitos conteúdos antigos na internet já não valem. Se ler que o visto de procura de trabalho é para todos, confira a data: provavelmente descreve o regime anterior a outubro de 2025.
Como vai funcionar o visto de procura de trabalho qualificado?
Quando a portaria for publicada, o visto vai seguir as regras do artigo 57.º-A. Vale a pena conhecê-las, porque são bem mais apertadas do que as do visto antigo.
Prazo e entradas
O visto é concedido por 120 dias, prorrogáveis por mais 60, e permite uma única entrada em Portugal. Inclui também uma data de agendamento na AIMA, dentro desses 120 dias, para pedir a residência.
Trabalhar durante o visto
O titular pode exercer atividade profissional altamente qualificada até ao fim do visto ou até receber a autorização de residência. Se começar a trabalhar no prazo, pode pedir a residência temporária, desde que cumpra as condições gerais da lei.
Se não encontrar trabalho
Se o prazo acabar sem emprego, a pessoa tem de sair de Portugal e só pode pedir um novo visto deste tipo um ano depois. É uma aposta com prazo curto e consequências claras.
Por isso, mesmo quando o visto abrir, convém chegar a Portugal com contactos feitos e entrevistas marcadas. Quatro a seis meses passam depressa para quem ainda está a procurar casa, abrir conta e tratar do NIF.
Quem terá direito ao visto de procura de trabalho qualificado?
A lei fala em competências técnicas especializadas e deixa a definição para uma portaria conjunta das áreas dos negócios estrangeiros, das migrações, da educação e do trabalho.
Enquanto essa portaria não sair, ninguém sabe ao certo que formações ou profissões vão contar. Qualquer site que já apresente a lista de profissões abrangidas está a especular.
Também não se sabe ainda como as competências serão provadas: diplomas, certificações profissionais, experiência ou uma combinação. Tudo isso deverá constar da portaria e, depois, da documentação pedida pelos consulados.
O que a lei deixa claro é o foco: o visto é para atividade profissional altamente qualificada. Não serve para procurar emprego em funções sem qualificação específica, como acontecia com o visto antigo.
Atenção: desconfie de quem promete um visto de procura de trabalho para Portugal em 2026. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, este visto ainda não está disponível nos consulados.

Quando o visto D1 é o caminho certo?
O visto D1, ou visto de residência para atividade profissional subordinada, é para quem já tem uma proposta de emprego em Portugal. Você pede ainda no Brasil, com o documento da empresa.
O que a empresa envia
Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros, serve o contrato de trabalho, a promessa de contrato ou a manifestação individualizada de interesse da entidade empregadora. O mais comum é a promessa de contrato.
A promessa deve identificar a empresa e você, a função, o local, o salário, o horário e a data prevista de início. A tempo inteiro, o salário não pode ser inferior ao salário mínimo de 920 € brutos em 2026.
Documentos que você junta
Passaporte, fotografias, registo criminal do Brasil com apostila e comprovativo de meios de subsistência, que pode ser o próprio salário prometido. A taxa do visto nacional é de 110 € por pessoa, mais a taxa da VFS.
Depois de chegar
O visto D1 vale 4 meses, com duas entradas. Em Portugal, você pede na AIMA a autorização de residência temporária, válida por 2 anos e renovável por mais 3.
Desde a Lei 62/2026, o pedido de residência pode ser apresentado pelo empregador, e a troca de empresa faz-se por comunicação à AIMA. São mudanças que dão mais segurança a quem chega com o visto D1.
E o visto D3 para altamente qualificados?
Se você tem formação superior e uma proposta para uma função altamente qualificada, o visto D3 pode ser mais vantajoso do que o D1. Também exige proposta, mas tem regras próprias para quadros qualificados.
O D3 interessa sobretudo a engenheiros, profissionais de tecnologia, investigadores e quadros de direção. O guia completo do visto D3 em Portugal explica os requisitos e as diferenças.
Para a área de tecnologia, o texto sobre o visto de TI para Portugal compara os caminhos mais usados por programadores e analistas.
Posso ir como turista e procurar emprego?
Muitos brasileiros pensam em entrar como turista, procurar emprego e pedir o visto depois. É um plano arriscado, que raramente funciona como se imagina.
O que a isenção permite
A isenção de visto para brasileiros serve para turismo e estadias curtas. Não autoriza trabalhar, e o pedido do visto D1 é feito no consulado, a partir do Brasil, não em Portugal.
Entrevistas presenciais
Uma viagem curta pode servir para conhecer cidades ou fazer entrevistas presenciais. Mas, mesmo que a empresa decida contratar, você volta ao Brasil para pedir o visto com a promessa de contrato.
Atenção: começar a trabalhar sem visto de trabalho deixa você sem proteção e pode complicar futuros pedidos. O caminho seguro é sair do Brasil já com o visto D1.
Como conseguir proposta de emprego a partir do Brasil?
Sem o visto de procura de trabalho, a procura de emprego faz-se à distância. Hoje isso é comum, e muitas empresas portuguesas entrevistam por videochamada.
A procura à distância tem uma vantagem: você mantém o emprego e a casa no Brasil enquanto procura. Só se muda quando tiver a proposta e o visto, o que reduz muito o risco da mudança.
Reserve algumas horas por semana para a procura e acompanhe as respostas numa folha simples. Ao fim de um mês, você percebe que canais e que setores respondem e pode concentrar o esforço onde há resultado.
- Use a página de vagas para não residentes do portal do IEFP.
- Procure nos grandes sites de emprego e no LinkedIn, com alertas por função e região.
- Candidate-se em setores com falta de mão de obra, que já contratam fora.
- Diga logo que precisa de visto e quando pode começar.
Escolher bem a região ajuda a encontrar vagas e a viver melhor com o salário. A lista de cidades baratas para viver em Portugal é um bom ponto de partida.

Vale a pena esperar pelo visto de procura de trabalho?
Depende do seu perfil, mas, para a maioria, não. Não há data para a portaria, e mesmo depois de publicada o visto será só para competências especializadas.
Quando esperar faz sentido
Se você é altamente qualificado e prefere procurar emprego já em Portugal, pode acompanhar a publicação da portaria. Mesmo assim, convém procurar propostas à distância em paralelo.
Quando não faz sentido
Se você já tem uma proposta ou está perto de a ter, o visto D1 resolve agora. Esperar por um visto que ainda não abriu pode fazer você perder a vaga.
Eu costumo dizer aos clientes que o melhor visto é o que pode ser pedido hoje com segurança. Uma proposta firme vale mais do que a promessa de um visto que ainda depende do Governo.
Outros caminhos para morar em Portugal
Se você não quer ou não consegue uma proposta de emprego, há vistos com outra lógica. O visto de estudante serve para quem vai fazer um curso, e o visto D7 é para quem tem rendimentos próprios, como aposentadoria ou aluguéis.
Quem trabalha à distância para empresas ou clientes fora de Portugal pode olhar para o visto de nómada digital. Cada caminho tem requisitos próprios, e nenhum deles é um atalho para procurar emprego sem visto de trabalho.
Como se preparar enquanto a portaria não sai?
Mesmo sem o visto de procura de trabalho, há muito que você pode adiantar no Brasil. A preparação serve para o D1 hoje e para o visto qualificado, se um dia fizer sentido no seu caso.
Documentos que demoram
O registo criminal com apostila, o passaporte válido e os diplomas com apostila levam tempo. Tratar disso cedo permite pedir o visto logo que a proposta de emprego chegar, sem perder semanas.
Reconhecimento da formação
Se a sua profissão é regulamentada em Portugal, como engenharia ou enfermagem, o consulado pede o comprovativo de habilitação. Começar o reconhecimento e a inscrição na ordem profissional antes da proposta encurta o caminho.
Currículo e contactos
Adapte o currículo ao formato europeu e prepare o perfil do LinkedIn para recrutadores portugueses. Para quem é qualificado, a rede de contactos costuma abrir mais portas do que os anúncios.
Guarde também provas da sua experiência, como declarações de antigos empregadores e certificados de cursos. Serão úteis para a empresa decidir e, mais tarde, para provar competências especializadas.
Assessoria jurídica
Do perfil ao visto certo com advogados
Revemos a sua formação, a proposta de emprego e os documentos do Brasil, e montamos o pedido do visto que dá mais segurança ao seu caso.
Quero assessoria jurídicaQuando contratar a assessoria?
O melhor momento é quando surge a proposta, ou antes, se você não sabe se o seu perfil serve melhor o D1 ou o D3. Uma análise prévia evita pedir o visto errado.
Escolher entre D1 e D3 muda os documentos, o salário exigido e as regras para a família. Decidir com informação, antes de a empresa preparar a proposta, poupa correções e semanas de atraso no consulado.
Eu recomendo também ajuda quando a família vai junto, porque os meios exigidos sobem e os vistos devem ser pensados em conjunto. O texto sobre morar em Portugal com a família mostra o que muda.
A equipe acompanha as novidades da lei e avisa quando o visto de procura de trabalho qualificado abrir. Até lá, preparamos o caminho que hoje dá mais segurança ao seu caso.
Leia também: o guia completo do visto de trabalho para Portugal, com o caminho do contrato ao visto, e o texto sobre requisitos do visto D1.
Perguntas frequentes
A seguir, respondemos às dúvidas mais comuns sobre o visto de procura de trabalho qualificado e o visto D1.
O visto de procura de trabalho em Portugal ainda existe?
Existe na lei, mas mudou com a Lei 61/2025: agora é só para trabalho qualificado. Em outubro de 2026, o Ministério dos Negócios Estrangeiros indica que ainda não está disponível nos consulados.
O visto de procura de trabalho vai voltar?
A lei prevê o visto de procura de trabalho qualificado, mas ele depende de uma portaria que defina as competências técnicas especializadas. Não há data oficial para essa publicação.
Quanto tempo dura o visto de procura de trabalho qualificado?
Pela lei, 120 dias, prorrogáveis por mais 60, com uma entrada. Quem não começar a trabalhar no prazo tem de sair e só pode pedir um novo visto deste tipo um ano depois.
Qual é a diferença entre o visto de procura de trabalho e o D1?
O visto de procura de trabalho permitiria viajar para procurar emprego qualificado, mas ainda não abriu. O D1 é pedido com contrato ou promessa de contrato de uma empresa em Portugal e está disponível.
Brasileiro pode ir a Portugal como turista para procurar emprego?
Pode visitar e fazer entrevistas, mas não pode trabalhar como turista. Se for contratado, volta ao Brasil para pedir o visto D1 no consulado com a promessa de contrato.
O visto D3 é melhor do que o D1 para quem é qualificado?
Pode ser, para funções altamente qualificadas e com formação superior. Também exige proposta de emprego, mas tem regras próprias. A escolha depende do perfil e da proposta.

Quem escreve
Rodrigo Maranhão
Sou advogado inscrito no Brasil, em Portugal e na Espanha. Na Vilanova Maranhão Advogados, em Lisboa, acompanho brasileiros que querem morar em Portugal ou na Espanha. Também conheço essa realidade como imigrante: vivo na Europa há quase dez anos.
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Análise do perfil, pedido no consulado, vistos da família e acompanhamento na AIMA, com advogados inscritos em Portugal e no Brasil e escritório em Lisboa.
Contratar a assessoriaFontes oficiais consultadas
- Lei n.º 23/2007 — lei de estrangeiros, versão consolidada (arts. 57.º-A, 58.º, 59.º e 75.º) — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Lei n.º 61/2025, de 22 de outubro — Diário da República (consultado em 25/10/2026)
- Tipo de visto e Procura de Trabalho Qualificado — Ministério dos Negócios Estrangeiros (consultado a 25/10/2026) (consultado em 25/10/2026)
- Documentação instrutória — vistos de residência — Ministério dos Negócios Estrangeiros (consultado a 24/10/2026) (consultado em 25/10/2026)