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Quem pesquisa visto D7 renda mínima quer um número. Em 2026, ele é de €920 líquidos por mês para um adulto, com acréscimos por familiar. Neste guia, você vê a tabela por família, a regra dos 12 meses e como provar.
Se você quer apoio jurídico do início ao fim, conheça a assessoria para vistos de Portugal do nosso escritório em Lisboa.
Assessoria jurídica
Calcule a renda do seu D7 com quem faz isso todos os dias
A equipe faz a conta da sua família, separa o que conta como renda e revisa os comprovantes antes do agendamento.
Quero o cálculo da minha rendaConteúdo
ToggleQual é a renda mínima do visto D7 em 2026?
Para uma pessoa, a renda mínima do D7 é de €920 por mês, o valor do salário mínimo português em 2026. Cada familiar que vai junto soma uma percentagem desse valor, e a conta final depende de quantos adultos e filhos entram no pedido.
A referência é o salário mínimo português
A Portaria 1563/2007 manda calcular os meios de subsistência pela retribuição mínima mensal garantida. Em 2026, ela é de €920, fixada pelo Decreto-Lei n.º 139/2025, segundo a DGERT.
Quando o salário mínimo sobe, a renda exigida sobe junto. Por isso, um cálculo feito com o valor de 2025 já não serve para um pedido entregue em 2026, e vale refazer a conta sempre que o ano muda.
O valor é líquido
O artigo 2.º da Portaria 1563/2007 fala em valor líquido de quotizações para a segurança social. Na prática, o consulado compara o mínimo com o que de fato cai na sua conta, e não com o valor bruto.
Atenção: se a sua aposentadoria, o seu aluguel ou os seus dividendos sofrem descontos de imposto, use o valor que sobra depois deles para fazer a conta.
Resumo: renda do visto D7 por família em 2026
A tabela aplica as percentagens da Portaria ao salário mínimo de 2026. A coluna dos 12 meses mostra o total do período que a mesma Portaria usa para os pedidos de visto de residência:
| Quem vai morar | Por mês | Em 12 meses |
|---|---|---|
| 1 adulto | €920 | €11.040 |
| Casal | €1.380 | €16.560 |
| Casal com 1 filho | €1.656 | €19.872 |
| Casal com 2 filhos | €1.932 | €23.184 |
| 1 adulto com 1 filho | €1.196 | €14.352 |
| 1 adulto com 2 filhos | €1.472 | €17.664 |
| 3 adultos | €1.840 | €22.080 |
Filho, aqui, é o menor de 18 anos ou o filho maior que está a cargo dos pais. O terceiro adulto pode ser, por exemplo, um pai ou uma mãe que dependem de você e vão morar junto.
Como a lei calcula a renda por pessoa
O cálculo não exige que cada pessoa tenha renda própria. A conta é feita para o agregado familiar, e a renda pode vir de um só membro da família ou da soma de vários, desde que o total chegue ao mínimo e seja estável e regular.
As percentagens da Portaria
O artigo 2.º, n.º 2, da Portaria dá o peso de cada pessoa. O primeiro adulto vale 100% do salário mínimo, o segundo e os demais adultos valem 50%, e cada criança ou jovem com menos de 18 anos e cada filho maior a cargo vale 30%.
A mesma regra aparece na página de meios de subsistência do MNE e na página da AIMA sobre o tema. As três fontes oficiais usam a mesma escala.
O que a lei entende por meios de subsistência
O artigo 2.º, n.º 1, define meios de subsistência como recursos estáveis e regulares, suficientes para as necessidades essenciais da pessoa e da família, como alimentação, alojamento e cuidados de saúde e higiene. A palavra que mais pesa é regulares.
Por que a conta é feita para 12 meses?
O artigo 5.º, n.º 6, da Portaria 1563/2007 diz que quem pede visto de residência deve ter meios de subsistência assegurados por período não inferior a 12 meses. É daí que vem a coluna anual da tabela, que multiplica o valor mensal por doze.
O artigo fala do reformado e de quem vive de rendimentos
O mesmo número 6 trata dos dois perfis do D7. Para o reformado, pede o comprovativo do rendimento e a garantia do recebimento ou de outros rendimentos disponíveis em Portugal. Para quem vive de rendimentos, pede a prova da existência, do montante e da disponibilidade em Portugal.
Renda mensal ou saldo na conta
Os 12 meses não transformam o D7 num visto de depósito. A Portaria fala em recursos estáveis e regulares, por isso o centro da prova é a renda que se repete. Um saldo alto ajuda, mas sozinho, sem renda que entra todos os meses, tende a pesar menos.
Na preparação, eu costumo mostrar as duas coisas: a renda mensal que cobre o mínimo e um saldo que dê conforto para os primeiros meses em Portugal, quando surgem despesas de instalação.

Exemplos de cálculo da renda do D7
Os exemplos abaixo aplicam a tabela a situações comuns. Eles mostram a conta, e não substituem a análise do consulado sobre cada caso:
- Aposentado sozinho com €1.100 líquidos por mês: passa do mínimo de €920.
- Casal em que só um recebe €1.300 líquidos: fica abaixo de €1.380 e precisa de outra renda.
- Casal com dois filhos e €2.100 de dividendos líquidos: passa do mínimo de €1.932.
- Adulto com um filho e €1.000 de aluguel líquido: fica abaixo de €1.196.
Se você está num caso parecido com o segundo ou o quarto, a solução costuma estar em outra renda da família ou num ajuste de quem vai no primeiro pedido. Os dois caminhos aparecem mais abaixo.
Repare como o segundo exemplo falha por pouco. Uma diferença de €80 por mês é suficiente para o pedido não cumprir a regra, por isso a conta deve ser feita com margem de segurança, e não no limite.
Que rendimentos contam para o visto D7?
O D7 aceita a renda de quem é aposentado e de quem vive de rendimentos de bens, de propriedade intelectual ou de aplicações financeiras. Todas essas fontes podem ser somadas para chegar ao mínimo da família, desde que cada uma tenha a sua própria prova.
Aposentadoria e pensão
Entram a aposentadoria do INSS, a de regime próprio de servidor público e a renda de previdência privada paga todos os meses. O guia do visto D7 Portugal mostra como o aposentado organiza essa prova.
Aluguéis, aplicações e direitos autorais
Aluguéis de imóveis, juros e rendimentos de aplicações financeiras e direitos de propriedade intelectual entram na alínea b) do artigo 5.º, n.º 6. Para essas fontes, a lei pede prova da existência e do montante, além da disponibilidade em Portugal.
Dividendos de empresa
Os lucros distribuídos por uma empresa da qual você é sócio são rendimento próprio. É o caso típico do empresário que mantém a empresa no Brasil e passa a viver dos dividendos, com documentos da empresa e do imposto de renda que mostram a regularidade da distribuição.
Como provar a renda no pedido
A lista oficial completa está no artigo sobre os documentos do visto D7. Para a renda, os comprovantes mais usados são estes:
- Carta de concessão e extrato de pagamento da aposentadoria.
- Contratos de aluguel e extratos que mostram o aluguel entrando na conta.
- Extratos de aplicações financeiras com os rendimentos.
- Documentos da empresa e declaração do imposto de renda, no caso de dividendos.
- Extratos bancários dos últimos meses, no Brasil e em Portugal.
Os documentos precisam contar a mesma história. O valor que aparece no contrato, no imposto de renda e no extrato deve bater. Diferenças sem explicação são a causa mais comum de pedidos de documentos adicionais no consulado.
A disponibilidade em Portugal costuma ser mostrada com uma conta bancária portuguesa que recebe as transferências. O guia de como abrir conta bancária em Portugal explica o caminho, que começa pelo NIF.
Assessoria jurídica
Seus comprovantes de renda revisados por advogados em Portugal
Conferimos se extratos, declarações e documentos do benefício ou da empresa mostram a mesma renda, sem prometer resultado da decisão consular.
Quero a revisão dos comprovantesA renda não chega ao mínimo: o que fazer?
Quando uma fonte sozinha não chega, a saída mais comum é somar outra. O que não funciona é apresentar uma renda que não existe de forma regular, porque a Portaria pede recursos estáveis e o consulado olha para a origem de cada valor.
Somar fontes de renda
A aposentadoria pode ser somada a um aluguel, a dividendos ou a uma previdência privada. No casal, a renda dos dois entra no mesmo cálculo. Cada parcela precisa ter o seu comprovante, e o total líquido tem de passar do valor da tabela.
Rever quem vai no primeiro pedido
Em algumas famílias, a renda cobre o casal mas não cobre os filhos maiores a cargo. Nesses casos, a decisão sobre quem vai no primeiro pedido muda a conta, e a lei tem regras próprias para o reagrupamento de quem vier depois.
Esperar a renda começar
Se a conta só fecha com uma renda que ainda vai começar, como uma aposentadoria em análise ou um aluguel recém-assinado, eu recomendo esperar a primeira entrada no extrato. Você entrega o pedido com a prova concreta, e não com uma promessa.
O câmbio muda a conta?
Muda. Quem recebe em reais precisa converter a renda para euros, e a cotação varia entre o dia em que você monta a pasta e o dia da entrevista. Uma renda que passa por pouco hoje pode ficar abaixo do mínimo amanhã.
Como se proteger da variação
Por isso, faça a conta com uma cotação conservadora e deixe folga sobre o mínimo. Quanto mais perto do limite a sua renda estiver, mais importante é reforçar o pedido com outras fontes ou com saldo disponível.
Atenção: guarde a data e a cotação usadas no cálculo. Se o consulado pedir esclarecimentos, você mostra como chegou ao valor em euros.

Onde pedir o D7 e quanto custa o pedido
O pedido é feito no posto consular de Portugal que atende a sua área de residência, como indica o serviço oficial do gov.pt. No Brasil, a entrega costuma passar pelo prestador externo que o consulado indica.
A taxa do pedido de visto nacional é de €110, segundo a página de emolumentos do MNE, com isenção para crianças até 6 anos. O prazo legal de decisão é de 60 dias, pelo artigo 58.º da Lei de Estrangeiros.
A renda é só uma parte do pedido. Você também vai precisar de passaporte, certidão criminal, seguro ou certificado de saúde e comprovativo de alojamento, como mostra a lista da documentação instrutória do MNE.
A renda depois do visto: autorização de residência e renovação
A renda não é conferida só uma vez. A autorização de residência e as renovações também pedem meios de subsistência, pelos artigos 77.º e 78.º da Lei 23/2007.
Na renovação
A primeira autorização vale dois anos e é renovável por três. Para renovar, o artigo 78.º, n.º 2, pede meios de subsistência nos termos da Portaria, alojamento, obrigações fiscais e de segurança social cumpridas e ausência de condenação a pena superior a um ano de prisão.
Na renovação, a renda pode vir também de trabalho em Portugal, que o artigo 83.º permite ao residente. Se você passar a trabalhar, guarde recibos e declarações, porque eles entram na sua prova de meios.
Manter a renda organizada
Entre o visto e a primeira renovação passam cerca de dois anos. Mantenha a renda a entrar na mesma conta e guarde os extratos mês a mês. Assim você chega à renovação com a prova pronta, sem precisar reconstruir o histórico às pressas.
Família que vem depois: a renda do reagrupamento
Se parte da família não vai no primeiro pedido, a vinda posterior segue o reagrupamento familiar, que usa a mesma escala de percentagens. O guia de reagrupamento familiar em Portugal explica prazos e exceções.
Planejar a mudança da família toda de uma vez costuma ser mais simples. O artigo de morar em Portugal com família ajuda a organizar quem vai, quando vai e com que renda.
Erros comuns no cálculo da renda do D7
Estes são os erros que mais aparecem quando a família faz a conta sozinha:
- Usar o valor bruto em vez do líquido.
- Usar o salário mínimo de um ano anterior.
- Esquecer o filho maior a cargo ou o pai que vai morar junto.
- Fazer a conta no limite, sem margem para o câmbio.
- Mostrar saldo alto, mas nenhuma renda que se repete.
Com a conta certa e documentos coerentes, a renda deixa de ser a parte mais difícil do D7. Para os demais requisitos, prazos e custos, consulte o guia completo do visto D7 em Portugal.
Perguntas frequentes
A seguir, as respostas às dúvidas mais comuns sobre a renda do visto D7.
Qual é a renda mínima para o visto D7 em 2026?
Para um adulto, €920 líquidos por mês, o salário mínimo português de 2026. O segundo adulto soma €460 e cada filho menor ou a cargo soma €276. Um casal precisa de €1.380 por mês.
A renda do D7 é bruta ou líquida?
Líquida. A Portaria 1563/2007 fala em valor líquido de quotizações para a segurança social, e o consulado compara o mínimo com o que de fato entra na sua conta depois dos descontos.
Preciso ter 12 meses de renda no banco para o D7?
A Portaria pede meios assegurados por pelo menos 12 meses, mas fala em recursos estáveis e regulares. O centro da prova é a renda que se repete; o saldo reforça o pedido.
Posso somar a aposentadoria com um aluguel para o D7?
Pode. Aposentadoria, aluguéis, aplicações financeiras e dividendos podem ser somados para chegar ao mínimo da família, desde que cada fonte tenha o seu comprovante e o total líquido passe do valor da tabela.
O casal precisa ter duas rendas para o D7?
Não. A conta é feita para o agregado familiar: o primeiro adulto vale 100% e o segundo 50% do salário mínimo. A renda pode vir de um só membro do casal ou da soma dos dois.

Quem escreve
Rodrigo Maranhão
Sou advogado inscrito no Brasil, em Portugal e na Espanha. Na Vilanova Maranhão Advogados, em Lisboa, acompanho brasileiros que querem morar em Portugal ou na Espanha. Também conheço essa realidade como imigrante: vivo na Europa há quase dez anos.
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Falar sobre o meu D7Fontes oficiais consultadas
- Portaria n.º 1563/2007 (meios de subsistência), texto publicado — Diário da República (consultado em 24/10/2026)
- Retribuição mínima mensal garantida para 2026 — DGERT (consultado em 24/10/2026)
- Meios de subsistência dos vistos nacionais — MNE (consultado em 24/10/2026)
- Meios de subsistência — AIMA (consultado em 24/10/2026)
- Documentação instrutória dos vistos de residência — MNE (consultado em 24/10/2026)
- Pedir um visto de residência para reformados, religiosos e pessoas que vivem de rendimentos próprios — gov.pt (consultado em 24/10/2026)
- Lei n.º 23/2007 (Lei de Estrangeiros), versão consolidada — Diário da República (consultado em 24/10/2026)